terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Guia Completo Sobre Saúde a Bordo de um Cruzeiro (e o que deve fazer se ficar doente)

Ai que dor, doutor!

Embarca feliz e contente. Máquina fotográfica na mão, sorriso estampado no rosto. Passa um ou dois dias em alto mar a contemplar a doce imensidão do oceano, a saborear as iguarias do buffet, a visitar locais fantásticos e de repente… Zás! Trás! Cai de uma escada e parte uma perna. Ou começa a sentir os primeiros sintomas de uma gripe ou não consegue sair do camarote tal é a diarreia ou não para de vomitar… ou aceita que pode adoecer durante o cruzeiro, lê este artigo, descontrai-se e previne-se!
É verdade que não há garantias de que mesmo sendo uma pessoa saudável não possa adoecer durante um cruzeiro. Mas garantimos que se isso acontecer, não precisa de se preocupar em demasia porque os navios de cruzeiro, hoje em dia, são autênticas cidades em alto mar plantadas: com médicos e enfermeiros disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, para cuidar dos passageiros. É certo que estas equipas não estão vocacionadas para tratar de emergências (pois a maioria dos problemas a bordo resolve-se com comprimidos para enjoo, remédios para uma dor de estômago, comprimidos para tratar constipação, curativos, etc) mas em caso de doença encaminham o passageiro para uma instalação em terra e desembarcaram assim que possível para que ele obtenha cuidados de saúde mais especializados. E, se necessário for, enviando o paciente por helicóptero. Porém, os casos de menor gravidade são tratados a bordo, já que os médicos nos navios são capazes de fornecer suporte avançado de vida, cuidados de emergência cardiovascular e pequenos procedimentos cirúrgicos.

Então… posso adoecer num cruzeiro?

Pode, sim. Numa área mais confinada como um navio, os germes podem-se espalhar rapidamente. Ora, em navios com 2.000 passageiros ou mais, pode ser difícil de conter um surto como o Norovirus (do qual falaremos mais à frente) que é uma doença gastrointestinal altamente contagiosa que se tornou sinónimo de navios de cruzeiro, embora possa surgir noutros locais públicos como escolas. Além disso há sempre quem tenha mais tendência para constipações, gripes e intoxicações alimentares, ameaças comuns em viagens.

O que fazer se adoecer num navio?

Se se começar a sentir mal, não hesite, visite o médico do navio. Até porque a maior parte dos problemas a bordo tem solução rápida e gratuita. Viroses e enjoos, por exemplo, são tratados com comprimidos distribuídos sem custo. Para o tratamento de outras doenças de bordo, é conveniente um seguro de saúde. E se o assunto for sério, desembarca no próximo porto de escala.
Em áreas mais remotas que possam não ter os mesmos padrões de cuidados médicos ou instalações disponíveis a que está habituado, terá de arranjar pelos seus meios forma de regressar a casa, assim que possível.

Devo verificar o meu seguro de saúde antes de embarcar?

Sim, deve. Veja com a sua companhia de seguros que tipo de proteção tem para ter a certeza que cobre despesas de saúde no cruzeiro e/ou nas zonas de escala. A maioria dos planos não cobre serviços médicos a bordo, pelo que deverá prevenir-se com alguma despesa extra se adoecer. Em alternativa pode fazer um seguro de saúde de viagem junto de operadores turísticos, representantes de linhas de cruzeiros e agentes de viagens ou mesmo através de um mediador online que venda um plano ajustado às suas necessidades: desde um plano mais básico a um plano mais especial. Na verdade, adquirir um seguro de viagem é um dos pontos mais importantes na hora de planear o cruzeiro, pois garante-lhe segurança e tranquilidade durante as férias. O seguro de viagem multiassistência, por exemplo, oferece total cobertura: indenização por roubo, perda e quebra dos equipamentos durante a viagem, indenização por falecimento ou invalidez, atraso ou cancelamento do cruzeiro, acidentes ou doenças durante a viagem, consultas médicas, internação, intervenções cirúrgicas, repatriação, assistência legal ou jurídica, regresso antecipado por problemas no domicílio e ligações urgentes para familiares. Para contratar este tipo de assistência em viagem e desfrutar do cruzeiro sem se preocupar com absolutamente nada, aceda à Internet e procure por um mediador online capaz de o ajudar.

E se me acontecer uma emergência?

Uma constipação é tolerável, sim, mas e se for uma queda grave? Um ataque cardíaco? Como são capazes os navios de cruzeiro de lidar com essas situações? São estas as suas dúvidas? Pois bem, em primeiro lugar, as políticas das linhas de cruzeiros definem as condições nas quais os passageiros podem embarcar. A equipa médica do navio possui critérios para determinar se um passageiro está ou não apto para prosseguir a viagem. Dai que em situações graves os médicos possam decidir se o doente deve ser transferido para uma unidade de saúde em qualquer porto, a expensas dos passageiros. A transferência pode ser feita no imediato através de helicóptero se o caso for mesmo crítico. Na evacuação por helicóptero os doentes são acompanhados por médicos que são habilmente treinados no tratamento de emergência.
Algumas linhas de cruzeiro também utilizam a telemedicina para ajudar os pacientes. A tecnologia permite que os médicos se liguem a terra para aceder a especialistas e dados que podem ajudar a tratar dos pacientes a bordo.

Os navios de cruzeiros estão sujeitos a inspeções de saúde?

Estão, sim. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e inúmeras outras agências têm competência para proceder à fiscalização de todos os navios de cruzeiro.

Que doenças posso apanhar com mais facilidade num cruzeiro?

Norovirus e enjoos são as doenças mais comuns mas não são as únicas! Quedas e problemas cardíacos também são bastante comuns e representam uma percentagem significativa das consultas médicas a bordo. Conheça algumas formas de identificar sintomas e de se precaver…
Problemas cardíacos
Os problemas cardíacos a bordo estão normalmente associados a grandes quantidades de álcool disponível e a excesso de comida. Repare que uma refeição abusiva pode causar inflamação da artéria coronária, um prelúdio comum a um ataque cardíaco. Grandes quantidades de alimentos e álcool podem assim causar um ritmo cardíaco anormal fatal. A maioria das mortes a bordo dos navios são devidas a problemas cardíacos. Mas felizmente os casos são raros.
Enjoos
Os navios maiores e mais modernos quase não balançam mas mesmo assim existe a possibilidade de uma pessoa enjoar com o movimento da água, principalmente se também enjoa quando viaja de carro e se costuma vomitar sempre que está indisposta. Independentemente de ter tendência ou não para ficar enjoado, antes de embarcar pergunte ao seu médico o que poderá tomar em caso de vómitos e náuseas. E leve esse medicamento consigo. Caso não leve medicamentos para o enjoo e comece a sentir-se enjoado deve seguir estas dicas:
  • Desfaça as malas com o navio parado.
  • Ingira a menor quantidade de líquidos possível.
  • Coma apenas fruta e pão.
  • Evite manter-se no interior do navio, coloque-se no deck em local arejado.
  • Não deixe a cabeça acompanhar o movimento do navio – tente mantê-la fixa olhando o horizonte ou outro ponto de referência que esteja fixo.
  • Passe água fria ou gelo pela nuca em situações de grande indisposição.
  • Pressione o umbigo com o dedo polegar durante 15/20 segundos e repita a cada 5 minutos.
  • Respire fundo e lentamente.
  • Mastigue pastilha elástica ou pastilhas de mentol.
No entanto é provável que não se sinta enjoado porque os navios modernos possuem um sistema de estabilizadores que ameniza muito o problema da oscilação, a não ser que o mar esteja agitado. Não se preocupe.
Gastroenterite
Pode ficar doente em qualquer sítio onde esteja em contacto com vírus contagiosos e resistente ao meio ambiente. A higiene contínua ajuda no combate a estes vírus que podem ser encontrados em vários locais de aglomeração de pessoas como navios, mas não pode evitá-los de todo.
Os navios de cruzeiros são locais limpos, com higiene e medidas de limpeza constantes onde não é expectável que se fique doente. Mas, se apanhar uma gastroenterite pode dirigir-se ao posto médico onde receberá ajuda imediata.
Infeções
Um cruzeiro pode expô-lo a algumas infeções desagradáveis. O Norovirus é a principal. É tão comum em barcos que é chamado o vírus dos navios de cruzeiro. Provoca vómitos e diarreia e a higiene escrupulosa é a única forma de se prevenir desta doença altamente contagiosa. Lave as mãos após cada ida à casa de banho e antes de cada refeição. Se puder, use desinfetante.
Se ainda assim apanhar a doença, não esmoreça. A boa notícia é que passa num ou dois dias.
Diarreia
Um problema comum em viagens é a diarreia causada pela ingestão de alimentos ou águas contaminadas. Esteja sempre atento à segurança e à qualidade daquilo que ingere. Observe as medidas básicas de higiene, que nunca é demais repetir: lavar as mãos com água e sabão ou solução antisséptica frequentemente e beber água tratada acondicionada em embalagens lacradas ou de fonte segura. Evite adicionar gelo de procedência desconhecida às bebidas e assegure-se de que os alimentos que come estão bem cozinhados. Alimentos perecíveis devem ser mantidos em baixa temperatura ou bem aquecidos.
Doenças transmitidas por mosquitos
Este tipo de doença está geralmente associado ao turismo rural, mas também pode ocorrer num cruzeiro, dependendo da zona por onde vai passar. Se corre o risco, utilize roupas que protejam contra picadas de insetos como camisas de mangas compridas, calças e sapatos fechados e/ou use repelente nas áreas expostas da pele, de acordo com as recomendações da rotulagem.
Doenças transmitidas por outros animais
Algumas espécies de aves e mamíferos também podem transmitir doenças infetocontagiosas, inclusive num cruzeiro se os locais que vai visitar lhe permitem um contato próximo com animais. E atenção, caso sofra agressão por mamíferos domésticos (mordidela de cão, por exemplo), lave imediatamente a área em causa com água e sabão e procure atendimento médico.

Posso ser vítima de negligência médica?

Dificilmente, mas se acontecer vai ter de viver com isso. Pode processar a linha de cruzeiro, sim, mas possivelmente vai perder. Sabe porquê? Porque os navios de cruzeiro não podem ser considerados – nem que indiretamente – responsáveis por negligência de um médico porque não são clínicas nem hospitais. Não há nenhuma negligência médica para cuidados prestados a bordo.
Então quero mais informações sobre o centro médico…
Ok, a maior parte dos navios possui centro médico, sim, com um médico e enfermeiro ao seu dispor 24 horas por dia. Contudo, o centro médico não tem por vocação tratar de doenças já existentes nem dispensar cuidados médicos mais longos nem resolver acidentes graves (encaminha-os para o hospital mais próximo). As consultas e os medicamentos são, nunca é demais repetir, faturados aos passageiros.
Onde se localizam e quais as características desses serviços médicos?
O centro médico normalmente está localizado num andar inferior do navio. A instalação contém várias camas e está configurada para tratar de questões médicas menos complicadas: gripes, Norovirus, doenças gastrintestinais, enjoo e ferimentos.
As capacidades da enfermaria de um navio variam dependendo do tamanho do mesmo e do número de passageiros que consegue albergar. Mas independentemente do tamanho, o navio deve conter o equipamento adequado para lidar com uma gama vasta de tratamentos e diagnósticos. Entre os seus equipamentos, a instalação deve ter cadeiras de rodas, maca, placa traseira para imobilização da coluna, capacidades de laboratório para testes, oxigênio, capacidade eletrocardiograma, desfibriladores, monitores cardíacos e outros equipamentos para medir sinais vitais.
Só há um médico a bordo?
Não exatamente. O pessoal médico a bordo é geralmente baseado na capacidade de passageiros e tripulação de cada navio. Navios menores têm pelo menos um médico licenciado e uma enfermeira, navios maiores podem ter dois ou três médicos licenciados e até cinco enfermeiros.
Qual a formação da equipa médica?
doctor.A equipa será capaz de executar práticas de suporte avançado de vida, cuidados cardiovasculares de emergência e procedimentos cirúrgicos menores. Médicos e enfermeiros também são obrigados a ser fluente na língua predominante do navio.
O pessoal médico (médicos e enfermeiros registados) deve ter pelo menos três anos de experiência de pós-graduação em medicina geral e de emergência.
Que medicamentos existem a bordo?
Os navios possuem farmácia a bordo mas os preços dos medicamentos são elevados e nem sempre é possível encontrar determinado artigo. Nesse sentido, convém levar de casa os remédios que toma com mais frequência. E se toma medicação diária, leve-a na sua mala de mão porque a bagagem pode demorar algum tempo até chegar à sua cabine. Se toma medicamentos que necessitam de receita médica, certifique-se que leva consigo as receitas necessárias ou a quantidade de medicamentos necessária para toda a viagem. É recomendável também levar um bom remédio para enjoo mesmo que não costume enjoar. Não se esqueça que o preço dos medicamentos a bordo é elevado.
Onde guardar os meus medicamentos?
As cabines estão equipadas com minibares que são destinadas a manter a temperatura de bebidas. Use-os para guardar a sua medicação exceto medicamentos que têm requisitos específicos de temperatura. Se precisar de armazenar medicamentos que necessitam de refrigeração adequada, há locais disponíveis a bordo, em quantidades limitadas e, claro, com custos acrescidos.
Posso ficar na cabine de quarentena?
Pode, pois! As políticas de navio de cruzeiro ditam que se o passageiro não se sentir bem ou apresentar sinais de uma doença grave, tais como vómitos ou diarreia, deve informar a equipa médica do navio imediatamente. Depois, dependendo do seu estado, pode ser restrito à sua cabine, se o médico do navio entender que a sua doença representa um risco de surto para os outros passageiros. As linhas de cruzeiro são especialmente cautelosos com gripes ou Norovirus, devido à probabilidade de contágio. Se houver suspeita de Norovirus, a tripulação irá adotar medidas para isolá-lo dos outros passageiros. Será informado de que deve permanecer na sua cabine (não é uma sugestão, é uma obrigatoriedade). Se não aderir de livre vontade, os seguranças poderão ter de intervir e pode ser banido do cruzeiro.
Quais as taxas dos serviços médicos?
Se receber tratamento médico ou adquirir medicamentos num navio fica sujeito a um custo, sim. No entanto, essas faturas poderão ser apresentadas à sua companhia de seguros para possível reembolso.
Quanto à taxa em causa, como os médicos a bordo são trabalhadores independentes, têm o direito de prestar os seus serviços a uma taxa que pode variar de navio para navio. De qualquer modo é comum que a taxa básica não inclua medicação, exames ou tratamentos.

Mais vale prevenir do que remediar

norovirus_2439541bHoje em dia, qualquer cruzeiro tem uma equipa médica a bordo para tratar de problemas de saúde que possam surgir durante a viagem. No entanto, há sempre cuidados de saúde a ter antes de embarcar num desses cruzeiros, principalmente porque há sempre visitas a culturas diferentes que podem causar alergias e problemas mais sérios. Assim, vamos deixar aqui alguns cuidados para antes, depois e durante a viagem.
  1. Cuidados a ter antes da viagem
  • Antes de embarcar leia este artigo.
  • Investigue as diferenças entre a sua cultura e a cultura que vai visitar e saiba exatamente quais os cuidados que deve ter para não descurar a sua saúde durante a viagem.
  • Se for portador de uma doença, mesmo que não seja complicada, consulte o seu médico para saber se existe algum problema em fazer um cruzeiro.
  • Se for portador de uma doença infeciosa aguda, evite viajar em cruzeiros, pois além de prejudicar o seu problema de saúde pode transmitir a doença para outras pessoas.
  • No caso de necessitar de levar medicamentos para o cruzeiro, traga a prescrição médica consigo.
  • Caso tenha medicação crónica, tenha o cuidado de adquirir os medicamentos necessários para toda a viagem antes de embarcar.
  • Conheça com antecedência os cuidados que devem ser tomados com a saúde durante uma viagem de cruzeiro.
  • Atualize as suas vacinas de acordo com os calendários de vacinação do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Os postos da rede pública oferecem vacinas eficazes e gratuitas.
  • No momento do registo da vacinação, verifique se foi anotado o lote da vacina, a data vacinação e o local onde foi atendido.
  • Atenção que as vacinas têm data de validade para atingir a proteção esperada, que pode variar entre 10 dias e seis semanas. Por isso, tome as vacinas necessárias com antecedência. No caso da vacinação contra febre amarela, por exemplo, o não cumprimento do prazo de proteção pode impedir a sua entrada em alguns países.
  • Certifique-se de que leva consigo seguro de saúde ou outra informação de contato útil para obter ajuda rápida em situação de emergência.
  1. Cuidados a ter durante a viagem
  • Caso sinta algum tipo de alteração no seu organismo, comunique imediatamente à equipa de bordo. Todas as medidas necessárias serão tomadas, assim como a consulta dentro do próprio navio e caso seja necessário, os serviços de saúde mais próximos serão alertados e avisados da situação. Em casos extremos, terá entrada direta para os serviços de saúde locais para análise pormenorizada.
  • Durante toda a viagem é necessário ter cuidado com a alimentação. Evite comidas que não tenham os cuidados de higiene necessários.
  • Mantenha bons cuidados de higiene, nomeadamente lavando amiúde as mãos com água e sabão ou com uma solução antisséptica.
  1. Cuidados a ter após a viagem
  • Assim que desembarca, caso apresente sintomas estranhos no seu organismo, tais como febres, diarreia, problemas de pele, dificuldades respiratórios, entre outros, deverá contactar rapidamente o seu serviço de saúde, informando-o sobre todos os locais por onde passou e sobre algum tipo de comida/bebida diferente que tenha ingerido.
E agora fica a boa notícia: apesar de acontecerem incidentes de segurança e saúde a bordo de um navio, são relativamente raros. Por isso, se assumir que tem o dever de se proteger tanto quanto possível, a linha de cruzeiro assume que tem o direito a divertir-se como nunca! As suas hipóteses de adoecer são baixas e com a leitura deste artigo, baixa ainda mais o risco de adoecer a bordo.

Ligações Úteis:

Boa viagem!

sábado, 28 de novembro de 2015

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ESTÁ COM POUCO DINHEIRO PRA VIAJAR?????? LEIA COM ATENÇÃO!!!

Viagens colaborativas: trabalhar em troca de alojamento


Dinheiro. Ou falta dele. Esta é o motivo dado pela maioria das pessoas para não viajarem – ou viajarem pouco. Muitas vezes com razão, outras apenas por desconhecimento ou falta de organização. Porque é possível viajar com pouco.
Na falta de dinheiro, o fator essencial para viajar mais é o tempo. Tendo tempo e flexibilidade de datas, é possível viajar com muito pouco dinheiro e ter uma experiência ainda mais autêntica. Aplicando os princípios da economia da dádiva, do consumo colaborativo e da troca justa pode eliminar-se totalmente a despesa com alojamento e, em muitos casos, também com a alimentação e reduzir o custo dos transportes.
Chamemos-lhes “viagens colaborativas”: o viajante tem uma necessidade e algo a dar em troca; outrem tem, ou já teve, uma necessidade complementar e/ou quer ajudar; chega-se a um acordo. O conceito não é novo, há anos que milhares de viajantes fazem isso na estrada, falando diretamente com as pessoas nos locais por onde vão passando, mas o fácil acesso à Internet e o aumento do interesse nestes conceitos levou à criação de várias plataformas que permitem cruzar os interesses de quem procura com os de quem oferece. Permitem também, pela existência de referências e comentário, trazer alguma confiança e segurança a todo o processo.
Algumas destas plataformas têm taxas de utilização associadas mas, na maioria dos casos, são pagamentos únicos ou anuais que, no final, acabam por compensar.

1. Alojamento


Trabalha rnum hotel ou hostel
Trabalha rnum hotel ou hostel

São várias, as opções para alojamento gratuito:

– Alojamento em casas locais

Seja pela vontade de conhecer pessoas de outras culturas, ou pelo simples prazer da hospitalidade, muita gente oferece alojamento em troca de nada. Este alojamento pode variar de um sofá, a um quarto privado, uma caravana no jardim ou um pedaço de chão. A plataforma mais conhecida para este tipo de oferta é oCouchsurfing, mas existem outras como o Globalfreeloaders e o Hospitality Club.
De todas, esta é a opção que exige menos tempo de estadia, mas requere algum de procura e, principalmente no couchsurfing, exige que se esteja ativo na rede, com um perfil com algumas referências, para conseguir uma resposta positiva.

– Troca de trabalho por alojamento

Um truque dos viajantes de longo termo mais antigos era (e é) perguntar nos hostels e cafés dos lugares onde chegavam se era possível trabalhar em troca de estadia. Hoje em dia essa busca está facilitada com o aparecimento de várias plataformas onde os “empregadores” e os viajantes se registam e podem procurar oportunidades antes mesmo de iniciar a viagem. O tempo de estadia mínimo para se poder usufruir do alojamento varia muito com os lugares e tipo de trabalho, mas, na maioria, não é possível ficar menos que duas semanas. Em muitos deles algumas refeições, quando não todas, fazem também parte da troca.
Em sites como o Helpx e o Workaway o trabalho pode variar da básica ajuda no hostel, café ou negócio familiar, até à estadia em casas de família para ajudar com as tarefas da casa, ou cuidar de crianças e ajudar em quintas ou casas em construção. Têm uma taxa de adesão de 20 e 23 euros respetivamente, válida por 2 anos. O Helpstay funciona da mesma maneira, e tem uma adesão de 20€, por ano.
No Worldpackers a oferta está limitada a hostels e existe uma taxa variável cobrada para cada estadia aprovada, o que torna o seu uso bastante mais caro. No entanto, ao contrário das outras plataformas, oferecem apoio logístico e a garantia de alojamento por 3 dias, se alguma coisa correr mal com o anfitrião.
A rede de hostels Hosteling International tem também hipóteses de troca de trabalho por alojamento, em alguns países e em determinadas alturas do ano.
WWOF (World Wide Opportunities in Organic Farms) foi das primeiras a aparecer e está limitada a trabalho em quintas orgânicas. Cada país tem a sua página e é necessário estar inscrito (e pagar a inscrição) em todas aquelas onde se pretenda contactar com anfitriões. Essa inscrição (anual) varia entre 0 e 56€, consoante o país.

– Cuidar de casas e/ou animais de estimação (House/Pet sitting)


Pet Sitting
Pet Sitting

Como o nome indica, o trabalho do viajante é cuidar da casa e/ou dos animais de estimação desta, enquanto os donos estão ausentes. Esta estadia pode ser de apenas uma ou duas semanas, até vários meses e variar de pequenos apartamentos citadinos a verdadeiras mansões. As obrigações do “cuidador” variam muito consoante o caso, e é necessária alguma persistência para conseguir um destes “trabalhos”, antes de se ter uma boa rede de referências. Existem casas disponíveis um pouco por todo o mundo, mas a maior quantidade concentra-se em França, Reino Unido, Itália, Estados Unidos e Caraíbas.
A plataforma mais conhecida é a Trusted Housitters, mas existem muitas outras, como a Mind My House,Luxury House SittingHouse CarersHouseSit Match ou Nomador. Todas elas têm taxas de inscrição variáveis, anuais.

– Troca de casa

Opção mais viável para viagens curtas, mas ótima para férias, para quem tem casa própria. Também não faltam recursos para procurar, todos com inscrição paga, anual:  Home ExchangeStay 4 freeLove Home SwapGuest to Guest,  My Twin PlaceTroca Casa

2. Transporte


Partilha de transporte
Partilha de transporte

Para viajar totalmente de graça, só mesmo caminhando, pedalando ou esticando o dedo à beira da estrada. Mas é possível reduzir os custos do transporte através da partilha de necessidades. É mais barato que transportes públicos? Na maior parte dos casos, não, mas serve para ocasiões específicas, em que esta opção não é a mais conveniente.
Alugar carros diretamente aos donos não é uma opção que esteja disponível em todo o mundo, nem reunida numa única plataforma. Aqui, um bom recurso para todos.
Este aluguer pode ser de apenas umas horas, ou vários dias, consoante a disponibilidade, e o país. Esta opção não só permite poupar dinheiro no aluguer de veículos, como otimiza a utilização destes, reduzindo a quantidade de veículos necessários e consequentemente o consumo e o impacto ambiental.
Partilhar boleias, dividindo o valor do combustível. O mesmo principio que o esticar do dedo, mas marcado antes, e sabendo exatamente para onde se vai. São exemplo destas plataformas o CarpoolWorld, BlaBla Car, deboleiaboleia.net e  Viagens Por Tostões.
Todas estas opções permitem poupar na altura de viajar, mas a sua maior vantagem é promover a partilha de conhecimento, de cultura e de relações humanas. É estimular alternativas ao consumo desenfreado, à pressa, à ganância. É pôr-nos em real contacto com as pessoas que habitam nos lugares que visitamos e permitir-nos contribuir. Mais que uma passagem, a viagem torna-se assim uma verdadeira experiência de vida.

http://www.almadeviajante.com/viagens-colaborativas-trabalhar-em-troca-de-alojamento/

domingo, 1 de novembro de 2015

COMO FOI CONSTRUÍDA VENEZA?

Como e quando foi construída a cidade de Veneza?

Veneza
Tudo começou no ano 452, quando habitantes do nordeste italiano se refugiaram nas ilhas de uma grande lagoa de água doce, à beira do Mar Adriático, para escapar das invasões bárbaras, que puseram fim ao Império Romano. Nesse local, parte de uma região chamada Veneto, havia 120 ilhotas, cortadas por 177 canais, e os primeiros moradores ocuparam justamente as áreas secas, de terra firme. Quando as ilhas já estavam completamente tomadas, a cidade começou a avançar sobre as águas. Foram construídas passarelas suspensas ao lado das fachadas e 40 canais deixaram de existir, conforme os moradores foram construindo anexos às suas casas. Os aterros tornaram-se comuns, com os canais ficando cada vez mais estreitos, à medida que a cidade crescia. O crescimento desordenado em aterros revelou-se, inclusive, responsável pelo maior problema que a cidade enfrenta hoje: as enchentes.
Essa etapa inicial de construção foi excepcionalmente lenta, devido à dificuldade em firmar fundações em solo tão instável; à escassez de materiais de construção, trazidos de longe; e à incapacidade de manter os trabalhadores fixos nas obras em circunstâncias tão desfavoráveis. No princípio, a cidade foi toda edificada em madeira, com as fundações das casas fincadas entre 2 a 5 metros de profundidade. Alguns séculos depois, as pedras passaram a ser o principal material de construção, utilizadas também, a partir do século X, para forrar as margens dos canais. Essa medida foi especialmente útil para dar maior estabilidade às fundações das casas e facilitar o embarque e o desembarque nos barcos. Até então, esse era o único meio de transporte da população e quase não havia pontes. As raras existentes eram apenas tábuas suspensas sobre pilares, unindo uma ilha à outra.
As primeiras pontes feitas de pedra surgiram em 1170, mas até o século XIII a cidade tinha apenas 11 delas. Em 1500, entretanto, já contava com 166.Devido à sua posição geográfica estratégica, Veneza lucrou muito com o comércio entre Oriente e Ocidente, tornando-se, a partir do século XIII, a principal potência comercial da Europa. Mas, com a descoberta, por Vasco da Gama, de outra rota de navegação para as Índias, a cidade começou a perder importância e a sofrer derrotas em seguidas guerras. Em 1797, Veneza acabou sendo conquistada por Napoleão e, em 1866, passou a pertencer ao reino da Itália.
Retratada pelo pintor suíço Joseph Heintz, a Veneza do século XVI já deixava de ser uma potência comercial para se tornar uma das maiores atrações turísticas do planeta.

domingo, 20 de setembro de 2015

O CÂMBIO E SUAS PEGADINHAS

http://www.viajenaviagem.com/2015/09/viagem-cambio-dicas

Muita calma nessa hora: 3 fatos e 5 pitacos sobre câmbio 

por Ricardo Freire


Câmbio é um dos assuntos mais complicados que existem para nós, leigos. São tantas as variáveis envolvidas – a cotação que importa ora é a de compra, ora é a de venda; às vezes o câmbio requer fazer conta de dividir, e outras vezes, de multiplicar; freqüentemente, o que intuímos ser mais lógico é apenas resultado de um raciocínio erroneamente simplista. É uma pegadinha atrás da outra, pessoal.
Num momento de instabilidade cambial tremenda como o atual (de 1% em 1%, o real acabou sofrendo uma maxidesvalorização), a gente, que não entende patavinas de câmbio, tende a enfiar os pés pelas mãos e acaba fazendo mais besteira do que o habitual. Se existir contabilidade criativa em câmbio, não deve estar ao alcance de amadores como você e eu. Só quem garantidamente ganha dinheiro com câmbio é quem está do outro lado do balcão (ou quem compra dólar como investimento de longo prazo, como quem investe em ações).
No câmbio, o dinheiro se torna uma mercadoria. A gente não ‘troca’ dinheiro – a gente vende uma mercadoria que não nos serve (um dinheiro inútil aonde vamos) para comprar uma mercadoria que nos falta (um dinheiro indispensável aonde vamos). É um mundo injusto, onde compram a nossa mercadoria por menos do que vale e nos vendem com sobrepreço uma mercadoria de valor teoricamente equivalente. A única maneira de evitar o preju é entrar para a família do dono do banco ou da corretora.
Para não fazer besteira, é bom ter três fatos em mente.

    Fato 1:

    Em cada operação de câmbio, perdemos um pouco

Só nos resta tentar reduzir as perdas ao mínimo, evitando operações de câmbio desnecessárias ou em condições mais desvantajosas do que o normal.
Exemplo de operação de câmbio desnecessária: trocar euro por libra na Inglaterra. Compre direto libras no Brasil, mesmo que pareça mais caro (quando for trocar seus euros por libras na Inglaterra, vai pagar a diferença e um pouco mais).
Exemplo de operação de câmbio mais desvantajosa do que o normal: comprar pesos uruguaios no Brasil. A cotação é tão indecorosa (no dia 18 de setembro de 2015, R$ 1 comprava 5,50 pesos aqui e entre 6,90 e 7 pesos no Uruguai) que a gente acaba perdendo bem mais do que deveria.

    Fato 2:

    A diferença de valor nominal entre moedas é enganosa

A maior confusão que vejo nas perguntas que aparecem diariamente nas caixas de comentários é considerar a diferença nominal de valores de moedas como indicador de carestia ou pechincha.
Se dólar custa mais de R$ 4 e o peso mexicano custa R$ 0,30, então é muito mais barato comprar peso mexicano, certo? Errado. A cotação dessa moeda no Brasil (assim como das moedas ‘fracas’ em geral) é desvantajosíssima. O peso mexicano deveria custar, no dia em que pesquisei, no máximo R$ 0,24 (tomando por base o câmbio que você conseguiria no México ao trocar dólares comprados no Brasil). Tem um sobrepreço aí de 20% (muito maior que o IOF que você está querendo economizar!), que você não percebe que existe, só porque está prestando atenção apenas na diferença nominal do peso frente o dólar.

    Fato 3:

    Quando o real desvaloriza sozinho frente o dólar, desvaloriza frente as outras moedas também

O dólar é o parâmetro pelo qual o real é cotado frente todas as moedas. Quando acontece – como nesse último mês – do real desvalorizar sozinho frente ao dólar, fique certo de que a desvalorização vai se refletir no câmbio frente todas as outras moedas. Quando estive no Peru em junho de 2015, 1 real era comprado a 95 centavos de nuevo sol. Três meses mais tarde, no dia 11 de setembro de 2015, vendi reais em Lima a 68 centavos de nuevo sol. É o mesmo tombo que o real levou frente o dólar.
Conclusão: não fuja do dólar só porque ficou repentinamente mais caro. As outras moedas ficaram repentinamente mais caras também – você é que não estava acompanhando.
Bom. Depois desse blablablá introdutório, aí vão meus conselhos:

    Pitaco 1:

    Não compre moedas ‘fracas’ no Brasil

O mercado de moedas ‘fracas’ (pesos, soles, rands, florins, liras e quetais) é pequeno e atende apenas a viajantes muito inseguros, que acham que precisam desembarcar em qualquer lugar com alguma moeda do país no bolso. A verdade é que não precisam. Todo aeroporto terá uma casa de câmbio aberta 24 horas junto ao desembarque -- e se é para perder dinheiro, melhor trocar 100 dólares ali do que comprar essas moedas aqui pelo valor que pedem.
Veja esse print de cotações da última sexta-feira, dia 18 de setembro de 2015.
Cambionet
O peso chileno estava sendo vendido a R$ 0,0067 (não sei nem como se pronuncia isso). Parece superbaratíssimo, não? Mas se você levasse seus reais ao Chile, conseguiria 170 pesos por real – ou que significa que bastam R$ 0,0058 para comprar um peso em território chileno. A cotação da corretora brasileira equivale a 150 pesos por real. No aeroporto de Santiago, que tem a pior cotação, te pagam 162!

    Pitaco 2:

    Não leve reais para nenhum destino fora desta lista

  • Buenos Aires, Bariloche e Mendoza
  • Montevidéu, Punta del Este e Colonia del Sacramento
  • Santiago e Valparaíso
  • E só!
Nessas cidades existe demanda para reais, então a cotação é vantajosa (nas cidades argentinas, desde que você use o câmbio paralelo).
Para todos os outros lugares, incluindo destinos chilenos e argentinos que não estão listados (Ushuaia, Atacama, El Calafate, Lagos Andinos), leve dólar ou a moeda forte do lugar (libra, euro, dólar canadense, etc).
Sim, eu sei que estou quebrando aquela regrinha de reduzir ao mínimo o número de operações de câmbio -- mas o que vale aqui é a regrinha de não fazer nenhuma operação de câmbio excessivamente desvantajosa. Pode até ser possível trocar reais em outros lugares, mas valerá mais a pena levar moeda forte.
Por exemplo: na sexta dia 18 de setembro de 2015, com o dólar comprado no Brasil a R$ 4,10, 1.000 dólares renderiam 3.190 nuevos soles em Lima. Mas se você trocasse 4.100 reais (o equivalente a 1.000 dólares no Brasil naquele dia), conseguiria apenas 2.788 nuevos soles.

    Pitaco 3:

    Não compre a moeda ‘errada’ só porque está mais barata

Todo dia me perguntam: com a libra tão cara, será que não é melhor levar euro para Inglaterra? Com o euro tão caro, será que não é melhor levar dólar para a Europa? E outro dia apareceu: com o dólar tão caro, será que não vale a pena levar dólar australiano para os Estados Unidos?
mrgreen
Vale a pena não. Como eu já disse mais acima, na hora de fazer o novo câmbio você vai pagar a diferença e mais o sobrepreço do cambista.
Mas atenção: o que eu não recomendo é comprar dólares para levar para a zona do euro, ou comprar euros para levar para a Inglaterra. Mas se você já tem essa moeda em mãos, vale mais a pena levar e trocar uma vez só, lá. Não troque no Brasil não, porque seriam duas operações de câmbio.

    Pitaco 4:

    Não compre nem troque em qualquer lugar

Muito mais eficiente do que inventar soluções mirabolantes (tipo levar dólar australiano para a Europa) é tomar mais cuidado na hora de comprar moeda no Brasil e fazer câmbio no exterior.
Aqui no Brasil, não seja comodista: pesquise o dólar menos caro para comprar. O site Jooin traz o comparativo de vários bancos e corretoras para você economizar na compra. Na sexta-feira dia 18, dava para encontrar dólar, já com 0,38% de IOF incluso, de R$ 4,02 a R$ 4,23. É muita variação!
E no exterior, se precisar cambiar a moeda que comprou no Brasil, troque o mínimo indispensável em aeroportos, nos fins de semana e em lugares próximos a atrações turísticas. (Veja aqui as minhas dicas de Santiago e Buenos Aires.)
Na Europa, descubra agências bancárias com setor de câmbio – a cotação sempre é melhor do que a de casas de câmbio de rua. No Leste Europeu, algumas casas de câmbio de rua são tão salafrárias quanto os motoristas de táxi – assim que o real estabilizar de novo (#oremos) eu indicaria usar o cartão de crédito só para não passar raiva.

    Pitaco 5:

    Na dúvida, vá de dólar

Com exceção dos ciclos em que o real se valoriza frente o dólar (saudades!!!!), comprar dólar é sempre um bom negócio. Mesmo naqueles destinos daquela lista onde dá para levar real, o dólar bem comprado no Brasil terá uma boa performance (e servirá como garantia contra a desvalorização do real durante a sua viagem....).
No longo prazo, então... ninguém se arrepende de juntar dólar. O pessoal que agüentou esses anos em que o dólar foi o pior investimento hoje está rindo à toa.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

10 Motivos para viajar sozinho

Mesmo viajando sozinho há mais de sete anos, muitos amigos ainda me questionam sobre esse estilo de viagem. Embora já esteja acostumado, viajar sozinho ainda me traz os sentimentos do primeiro mochilão que fiz para o PeruBolívia,Argentina e Uruguai: liberdade, descobertas e um frio gostoso na barriga.
Se você nunca encarou uma jornada como essa – que é super comum mundo afora – talvez ainda fique com o pé atrás, mas este post tem justamente o objetivo de fazer você repensar esse assunto nas suas próximas férias.

1) CALENDÁRIO
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Philip Chapman-Bell)Foto: Philip Chapman-Bell/Flickr
Quando não estamos mais nos tempos de escola e temos de enfrentar a vida profissional, conciliar o calendário de viagens ou férias com os amigos ou com namorada(o) ou esposa (o) fica muito difícil. Se as datas batem talvez as demais pessoas não tenham dinheiro ou vontade de ir pro mesmo destino que você sonha há tempos. Quer empurrão melhor para viajar sozinho?

2) É PERIGOSO?
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Esse Mundo É Nosso)
Não. A menos que você vá para um país em conflito, normalmente não terá problemas com segurança, mesmo que vá para um lugar famoso por sua violência. Moramos no Brasil, e infelizmente (nesse aspecto) estamos preparados para encarar o mundo. Sabemos de longe evitar um local que pareça ameaçador, estamos sempre ligados em nossos pertences, já sabemos que não devemos sair com muito dinheiro… e por aí vai.

3) LIBERDADE
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Esse Mundo É Nosso)
Essa é uma das melhores partes. Quando você viaja sozinho tem a liberdade de ditar o seu tempo. Vai às cidades que deseja e visita as atrações que lhe dão na telha. Quer tirar um dia para não fazer nada? Não se preocupe, são as suas férias.

4) OUTROS OLHOS
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Esse Mundo É Nosso)
Quando você está sozinho, absorve muito mais a cultura de um lugar. Aprende a olhar tudo de outra maneira, perde seus preconceitos e para pra pensar que o mundo não é apenas aquele que gira ao seu redor. Todos os dias, enquanto você cumpre sua rotina, aquelas pessoas também estão lá vivendo a vida delas, muitas vezes sem nem saber que a sua cidade existe. É uma ótima oportunidade de abrir sua mente.

5) SOLIDÃO?
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Esse Mundo É Nosso)
Isso vai da escolha de pessoa pra pessoa. Um mar de gente viaja todos os dias sozinho e existem táticas para fazer amizades super legais durante uma viagem: hospede-se em um hostel (mesmo que em quarto privado, caso não goste de compartilhar) e conheça pessoas do mundo todo que estão na mesma que você; converse com os moradores locais; faça tours em grupo e conviva com desconhecidos ao longo de um ou mais dias que certamente se identificará com alguém; se é sua primeira viagem, procure um destino mais jovem e descolado para que você não corra o risco de se sentir na solidão. Essas são apenas algumas das várias situações.
A internet virou uma das melhores aliadas de quem viaja sozinho. Você não precisa mais esperar voltar para contar pra todo mundo as experiências incríveis que você viveu. As redes sociais estão aí pra isso e pode ter certeza que você sentirá a presença de quem você gosta com você.

6) IDIOMA
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Esse Mundo É Nosso)
Não fala bem inglês? As mímicas e os sinais são a linguagem universal. E os aplicativos de celulares que fazem traduções podem ser também. Existem países onde a população praticamente não fala inglês e isso nunca foi problema para os viajantes. Claro que se você vai encarar sua primeira viagem internacional é bom ter um conhecimento básico do idioma. Se não tem, por que não viajar pelo Brasil ou pelos nossos vizinhos? Portunhol é uma língua que todo brasileiro já nasce falando.

7) PLANEJE SUA PRÓPRIA VIAGEM
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Jasmic/Flickr)Foto: Jasmic/Flickr
Fazer seu próprio roteiro com antecedência, desde a compra das passagens até a escolha das atividades, faz você se envolver com sua viagem muitos meses antes. São dias e dias na internet lendo relatos e curtindo fotos, além de noites sonhando com aquele destino. Na volta pode ter certeza de que não há satisfação maior.

8) PRA SE INSPIRAR
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Guilherme Tetamanti - Viajando Com Eles)Foto: Guilherme Tetamanti/Viajando Com Eles
Tenho muitos amigos que não só viajam sozinhos por uma semana ou nas férias, mas cruzaram o mundo por um ou mais anos sem nenhum amigo por perto. Mesmo assim eles viveram experiências inesquecíveis e fizeram grandes amizades. Muitos deles têm blogs em que contam como foram suas voltas ao mundo, como o Guilherme do Viajando Com Eles, o Daniel do Mochileiro das Maravilhas, a Fernanda do Preciso Viajar, o Rafa, a Nat e a Luíza do 360 Meridianos, a Carla do Idas e Vindas

9) E SE…
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Esse Mundo É Nosso)
Existem vários “e se” que podem vir à sua mente. Com certeza a maioria tem solução. “E se eu ficar doente?”. Não se esqueça de contratar um seguro de viagem. “E se eu tiver problemas com segurança?”. É sempre bom ter em mãos os telefones da embaixada brasileira e da polícia turística local. “E se eu não gostar de estar sozinho(a)?”. Volte pra casa antes do tempo, você não é obrigado(a) a ficar. Podia dar infinitos exemplos, mas são coisas muito pessoais e pontuais.

10) AINDA NÃO TEM CERTEZA?
10 motivos para você viajar sozinho (Foto: Paulo Bedran)Foto: Paulo Bedran
Comece a viajar sozinho(a) com o suporte de algum curso de férias, por exemplo. Os mais comuns são os de idioma fora do país. Mas se você não pode ou não quer sair do Brasil, que tal umas aulas de mergulho em Ilhabela ou no Nordeste, um curso de surf no litoral do Sul ou aulas de gastronomia em uma cidade histórica? Procure uma atividade que goste que com certeza você sentirá mais segurança e conhecerá muita gente legal.