domingo, 5 de julho de 2015

15 coisas q só quem é maluco por viagens vai compreender

1- Você abdica de algumas coisas para conseguir viajar e não se arrepende.
Foto: midnightmare.tumblr.com
Cena do filme ‘Into the Wild’ (Na Natureza Selvagem) | Foto: midnightmare.tumblr.com

2- Sua poupança virou ‘poupança para viagens’.
Qualquer economia para o "fundo de viagem" é válida | Foto: masonjarcraftsblog.com/
Qualquer economia para o “fundo de viagem” é válida | Foto: masonjarcraftsblog.com/

3- Sua lista de “lugares para visitar” simplesmente não para de crescer.
Lugares para conhecer no Reino Unido, por exemplo | Foto: http://www.eltpics.com/
Lugares para conhecer no Reino Unido, por exemplo | Foto: http://www.eltpics.com/

4- Sua lista de ‘lugares que já visitei’ em sites como o Mochileiros.com já não cabe nos espaços disponíveis.
A minha é pequena, mas vai crescer | Foto: Reprodução.
5- Você é o(a) ‘consultor(a)’ oficial de viagem dos seus amigos.
Muitas vezes eles até se juntam às suas viagens | Foto: Joe Ross.
Muitas vezes eles até se juntam às suas viagens… | Foto: Joe Ross.
e dependendo delas, lhe consideram o Bear Grylls | Foto: Divulgação/RealBearGrylls.
e dependendo delas, lhe consideram o verdadeiro Bear Grylls | Foto: Divulgação/RealBearGrylls.

6- Você já está expert em fazer a mochila… ou não, mas isso não é o mais importante. O importante é partir (com o mínimo necessário).
Foto: Internet.
Foto: Reprodução da Internet.

7- Mapas e globos te fascinam e você tem pelo menos um em casa…
 Pode até ter cantinhos assim | Foto: http://www.hazelandruby.com/

que pode até ter cantinhos assim… | Foto: http://www.hazelandruby.com/
e ou um banheiro com uma cortina assim | Foto: Internet.
e ou um banheiro com uma cortina assim | Foto: Internet.

8- Carimbos no passaporte são motivos de orgulho pra você. Ostentação não, porque ostentar é para idiotas (desculpe a palavra, meio ‘forte’ – risos).
Foto: Elliott Scott.
Foto: Elliott Scott.

9- É tão exato quanto matemática: você volta de uma viagem já planejando a próxima. Às vezes já no trem/avião/carro/ônibus…
Mochileirinha | Foto: Reprodução/Internet.
Mochileirinha | Foto: Intervenção em foto reproduzida da Internet.

10- Você fica MUITO feliz com promoções de passagens aéreas.
Foto: Internet.
Foto: Internet.


11 – Você não se desespera com imprevistos que podem fazê-lo (a) mudar seu roteiro. 

Conhecer um lugar fora dos planos é sempre uma coisa boa :)
Foto: Victoria Audouard.
Foto: Victoria Audouard.

12- Literatura de viagem se tornou seu ‘livro de cabeceira’.
'Diário de bordo' fechado com o cinto de Christopher McCandless, ou Alexander Supertramp. Mais sobre aqui | Foto: Reprodução.
‘Diário de bordo’ fechado com o cinto de Christopher McCandless, ou Alexander Supertramp. 
Algumas sugestões de livros para apaixonados por viagens, podem ser vistas aqui.
Neste tópico podemos incluir fóruns, comunidades, blogs, aplicativos de celular, redes sociais, canais no Youtube, revistas, guias etc.

13- Você sonha em conhecer lugares que não estão nessa literatura.

14 – Você carrega um pouquinho de cada lugar no seu coração, para sempre.
Foto: Silke Gerstenkorn.


15- Para alguns, cujas ideias não são muito como as suas, você é conhecido como ‘O(A) sonhador(A)’.
E... você segue, de mente aberta | Ilustração A.Parrot.
E… você segue, de mente aberta | Ilustração A.Parrot.
Se identificou?
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quarta-feira, 1 de julho de 2015

11 decisões que podem atrapalhar a sua viagem


11 decisões que podem atrapalhar a sua viagem
quarta-feira, 10 junho 2015
Não deixe que essas decisões erradas atrapalhem a sua tão sonhada viagem. Siga as dicas e tenha ótimos dias longe de casa!

Não estrague as suas viagens, por causa de decisões erradas. Veja como evitar furadas!

Planejar uma viagem, principalmente internacional, é uma tarefa que exige tempo e que envolve detalhes que podem garantir o sucesso dos seus dias longe de casa ou que podem arruinar boa parte dos seus melhores momentos. Isso porque algumas decisões ou a negligência em relação a alguns cuidados são responsáveis por furar a experiência de qualquer viajante. E para você não cair em nenhuma furada, hoje trouxemos dicas que evitam dores de cabeça. Dá uma olhada!
1. Se hospedar em um resort all-inclusive
Se o que você entende por férias é ficar o tempo todo dentro de um hotel, curtindo a piscina, o restaurante e o SPA sem limitações, já que todos os valores estão inclusos no pacote, tudo bem passar alguns dias em um All-inclusive. Acontece que mesmo o que pode ser definido como paraíso cansa, além de atrapalhar a melhor parte de uma viagem, que é conhecer lugares novos e entrar em contato com diferentes aspectos e costumes culturais. Para relaxar e esquecer o estresse do dia-a-dia, este tipo de resort é bem-vindo, vez ou outra, mas não faça da opção uma prioridade, a não ser que você queira mesmo é se isolar do mundo e tenha condições financeiras para bancar uma hospedagem luxuosa durante todas as suas viagens.
2. Não parar para descansar
É natural você querer aproveitar ao máximo o destino visitado e, com isso, programar seus dias com atividades para preencher todas as horas do dia. No entanto, em vez de ter uma viagem completa, nesses casos, o resultado será uma viagem cansativa e, na maioria das vezes, pouco proveitosa. Afinal, querer visitar todos os lugares e ficar pouco tempo em cada um deles é garantia apenas de uma experiência vazia. O ideal é se planejar para visitar o que mais pode te encantar na cidade escolhida e aproveitar o tempo que for necessário para sentir toda a sua essência, nem que com isso você deixe alguns lugares de fora. Lembre-se também de dormir cedo e descansar bastante durante a noite para que o dia seguinte possa ser mais produtivo.
3. Seguir o roteiro à risca
Listar os lugares que serão visitados, traçar rotas, conferir horários e valores são atitudes fundamentais para uma viagem bem planejada, mas não significa que dessa forma tudo sairá perfeitamente e dentro das expectativas. Esteja preparado para imprevistos e não se abale caso alguma coisa atrapalhe seus planos. Além disso, deixe um ou dois dias livres para improvisar e se deixar levar pelas ruas à sua volta. É sempre possível encontrar uma boa surpresa no meio do caminho.
4. Abrir mão de um seguro de viagem
Ninguém viaja pensando no pior, mas é sempre aconselhável considerar que imprevistos acontecem. Você pode ficar doente, sofrer algum acidente ou ainda ser roubado. É para resolver estas e outras situações que existe o seguro de viagem.  Mesmo que você não acione, não veja o investimento como inútil e tenha como hábito inclui-lo como gasto sempre que for planejar o orçamento de uma nova viagem.
5. Não proteger seu passaporte
O passaporte é o documento mais valioso na hora de entrar em um país, e se torna ainda mais importante na hora de voltar para casa. Por isso, perdê-lo no meio do caminho pode trazer grandes dores de cabeça. A dica, portanto, é deixa-lo sempre no hotel e, caso seja necessário apresenta-lo em algum lugar, leve uma cópia autenticada e mantenha o original em algum lugar seguro, de preferência no cofre.   
6. Viajar com malas muito pesadas
Nada pior que sofrer com o peso da sua bagagem, durante o trajeto entre aeroporto e hotel. Muitas vezes, será necessário pegar um ônibus ou metrô para percorrer o caminho e uma mala muito grande ou excessivamente pesada (ou várias delas) só vai te atrapalhar, principalmente quando você estiver viajando sozinho. Considere levar apenas o necessário, fazendo uma lista de itens indispensáveis e deixando um espaço para armazenar suas compras. Além de não ter problemas com excesso de bagagem, sua viagem será muito mais leve - literalmente.
7. Não se preocupar com a documentação necessária
Muitos países exigem visto para turistas, enquanto outros pedem para que os viajantes se vacinem dias antes do embarque. Caso estes detalhes sejam desconsiderados, você pode voltar para casa mais cedo. Ou pior, ser barrado ainda no aeroporto. Por isso, verifique toda a documentação necessária para desembarcar no país destino e providencie o que é exigido com antecedência.
8. Ignorar regras aduaneiras
Também antes de viajar, confira o que você pode levar na bagagem e o que não é autorizado entrar no país que você está visitando. Para voos domésticos, as regras costumam ser padrão nas companhias aéreas, mas em voos internacionais, a regulamentação pode mudar de país para país.
9. Reservar voos com conexões muito curtas
Ninguém quer ficar horas e horas em um aeroporto, mas ninguém quer também perder o próximo voo porque chegou tarde ou se perdeu no terminal aéreo. O mínimo de uma conexão, aqui no Brasil, deve ser de uma hora, especialmente em aeroportos grandes, onde é preciso andar muito para ir de um portão a outro. Confira este detalhe ao adquirir suas passagens aéreas e certifique-se de que o intervalo entre um voo e outro será o suficiente para você pelo menos respirar e esticar as pernas.
10. Levar apenas um cartão de crédito ou apenas dinheiro
Nunca é demais lembrar que imprevistos acontecem. E quando o assunto é dinheiro, as chances de coisas inesperadas surgirem ao longo do caminho só aumentam. Para evitar problemas, vale a pena levar pelo menos dois cartões e certa quantia em dinheiro vivo. Outro cuidado é deixar sempre a maior parte do valor levado para a viagem dentro do hotel, junto com um ou mais cartões reservas, e andar sempre com o necessário para os gastos do dia. Caso você perca a sua carteira ou seja roubado, ainda haverá uma segunda opção em segurança.
11. Confiar cegamente em locais
Por mais amigável ou seguro que seja o lugar que você está visitando, há sempre o risco de pessoas mal intencionadas atravessarem o seu caminho. Fique atento e não confie cegamente em pessoas aparentemente muito solícitas. Você pode ser vítima de um golpe.

sábado, 20 de junho de 2015

PAÍSES QUE NÃO PRECISAM DE VISTO PARA VISITAR

É preciso documentação específica rígida para alguns destinos, como passaportes, vistos e até vacinas. Diversos países, no entanto, não exigem visto para brasileiros. Confira a lista

passaporte visto brasileiros
Mais de 70 países não exigem visto para brasileiros (reprodução)
O viajante precisa se preocupar com a documentação específica exigida para cada destino. Afinal, boa parte dos países exigem passaportes, vistos e até vacinas.

Outros países que não exigem visto são os parceiros do Brasil no Mercosul. Neles, é necessário apresentar apenas o documento de identidade – lembrando que o documento deve ter, no máximo, 10 anos de emissão.
Muitos países não exigem visto de entrada para brasileiros na condição de turistas. Entre eles, muitas nações da Europa, onde é possível passar 90 dias a cada 6 meses.
De todo modo, antes de viajar para qualquer dos destinos elencados abaixo, é aconselhável consultar o consulado do país escolhido.

Países que não exigem visto para brasileiros

A → África do Sul – Albânia – Alemanha – Andorra – Antilhas Francesas – Argentina – Áustria
B → Barbados – Bahamas – Bélgica – Bolívia – Bósnia – Bulgária
C → Chile – Colômbia – Coréia do Sul – Costa Rica – Croácia
D → Dinamarca
E → Egito – Equador – Eslováquia – Eslovênia -Espanha
F → Filipinas – Finlândia – França
G → Grécia – Guatemala – Guiana
H → Honduras – Hong Kong – Hungria
I → Inglaterra – Irlanda – Islândia – Israel – Itália
L → Líbano – Liechtenstein – Luxemburgo
M → Macau – Macedônia – Malásia – Marrocos – México – Mônaco – Montenegro
N → Namíbia – Noruega – Nova Zelândia
H → Holanda
P → Palestina – Panamá – Paraguai – Peru – Polônia – Portugal
R → República Tcheca – Rússia
S → San Marino – Sérvia – Suécia – Suíça – Suriname
T → Tailândia – Trinidad e Tobago – Tunísia – Turquia
U → Ucrânia – Uruguai
V → Vaticano – Venezuela

terça-feira, 2 de junho de 2015

10 DICAS PARA VIAJAR COM CRIANÇAS

TEXTO ESCRITO POR:  Priscila Yamany Medeiros


Para mamães ou papais que querem viajar com seus pequenos, algumas informações são extremamente importantes para tornar a viagem muito mais prática e para fazer um embarque tranquilo. Veja qual é a documentação necessária, quanto custa uma passagem aérea para menores de 2 anos e outros detalhes que deixarão a experiência de viajar com bebês ainda melhor! 
Antes da viagem
1. Compra das passagens
Muitas companhias aéreas transportam crianças de até dois anos sem cobrar uma passagem aérea pelo bebê - nos casos de cobranças, o valor é referente a 10% do preço da passagem. Para isso, porém, a criança deve ir no colo dos pais, responsáveis ou de um acompanhante maior de 12 anos - ambas acompanhadas de uma pessoa maior de 18 anos responsável. Para conseguir o desconto, informe a presença do bebê antes mesmo de iniciar a busca, no campo indicado para isso, conforme a imagem abaixo:
Vale lembrar que só é permitida uma criança de colo por passageiro adulto pagante. 
2. Documentação
Toda criança deve viajar com pelo menos um documento de identificação, assim como os adultos. Para o embarque, são válidos documentos como:
- passaporte;
- carteira de identidade;
- certidão de nascimento;
- ou cartão de identidade expedido por ministério ou órgão subordinado à Presidência da República, incluindo o Ministério da Defesa e os Comandos da Aeronáutica, da Marinha e do Exército.
Para voos internacionais, dependendo do país, será necessário apresentar o passaporte, mesmo que a criança tenha menos de dois anos. Para solicitar o documento e saber detalhes, acesse o site da Polícia Federal
3. Documentação do acompanhante
O Estatuto da Criança e do Adolescente permite que crianças menores de 12 anos, incluindo bebês, viagem com parente de até terceiro grau, desde que o parentesco seja comprovado. No caso de voos nacionais, será necessário apresentar os seguintes documentos, quando a criança estiver viajando com os pais ou irmãos maiores de 18 anos:
- RG;
- Certidão de Nascimento;
- Ou passaporte (somente o antigo, de capa verde, com informação de filiação).
Criança viajando com os avós ou tios comprovam o parentesco com a certidão de nascimento.
4. Crianças desacompanhadas 
Nenhuma companhia aérea transporta crianças menores de 5 anos desacompanhadas dos pais ou de um responsável maior de 18 anos. Quando o bebê precisar viajar sem a companhia do pai ou do responsável legal, será necessário apresentar uma autorização assinada pelos pais ou responsáveis, com reconhecimento de firma, indicando o nome e o documento de identificação do passageiro acompanhante. Isso para voos nacionais.
Para voos internacionais, crianças acompanhadas de apenas um dos pais, devem apresentar autorização judicial ou autorização do outro genitor com firma reconhecida por autenticidade ou semelhança, lembrando que o documento assinado pelo outro genitor deve ser apresentado em 2 vias originais.
Para criança ou adolescente viajando acompanhado de terceiros maiores, será necessária autorização judicial ou autorização de ambos os pais. A autorização dos pais deve ter firma reconhecida (de ambos os pais) por autenticidade ou semelhança e também deve ser apresentada em 2 vias originais.
Durante a viagem
5. Amamentação
Caso esteja viajando com seu filho de até 06 meses, não se acanhe de amamentá-lo dentro do avião, sempre que necessário. Mas se sentir incomodada com a situação, é possível recorrer a duas soluções: leve uma manta ou um cobertor para se cobrir durante a amamentação, ou leve uma mamadeira com leite materno, lembrando de levar apenas a quantidade necessária para o tempo de duração de voo. Para crianças com mais de 06 meses (e se for de sua vontade) em vez de carregar mamadeira pronta, leve leite pó e água necessária para o preparo. No caso de voos curtos, alimente a criança antes do embarque e não será preciso se preocupar com isso durante a viagem.
6. Troca de fraldas
Alguns aviões contam com fraldário, mas não é sempre. Se for necessário, não hesite em trocar a fralda do seu bebê na poltrona, já que o banheiro de um avião não facilita o ato. Converse com os comissários de bordo assim que embarcar para que a tripulação possa te ajudar caso seja preciso. Lembre-se de descartar corretamente a fralda suja, para garantir o seu conforto, o do bebê e dos demais passageiros. 
7. Conforto
Uma dica para transportar seu bebê de um jeito confortável, mesmo no colo, é levar consigo uma almofada de amamentação, para acomodá-lo da melhor forma possível. Dependendo da companhia aérea e para bebês com até 05 meses, você poderá reservar um bercinho para o voo, basta se informar a respeito da disponibilidade com antecedência. Leve uma fita crepe na sua bagagem de mão para cobrir as lanternas de seu assento, caso as luzes fiquem acesas por muito tempo. 
Para evitar o desconforto com o ouvido, na decolagem e no pouso, amamente seu filho (no peito ou na mamadeira) ou dê uma chupeta já que a sucção alivia o incômodo causado pela pressão.
Bagagem
8. De mão
Prepare sua bagagem de mão para qualquer imprevisto: leve fraldas extras, tanto descartáveis quanto de pano, bem como leite em pó, água ou fruta para alimentar seu bebê caso seja necessário. Alguns países não permitem o transporte de papinhas, então, para viagens internacionais, informe-se a respeito das regras para bagagem de mão. Lembre-se que quanto mais prática for sua bagagem de mão, mais fácil será carregar seu bebê e acomodá-lo dentro do avião. 
9. Para despachar
Algumas companhias aéreas oferecem franquia maior para quem viaja com crianças menores de 2 anos para o exterior. Vale a pena se informar a respeito assim que adquirir suas passagens, já que será possível levar uma mala extra com até 10 kg, por exemplo.  
10. O que levar 
Carrinhos de bebê desmontáveis são as melhores opções para quem quer viajar com bebês de até 2 anos. Leve para a sua viagem, mas proteja-o com uma bolsa para não sofrer danos durante o transporte. Lembre-se de conferir as condições climáticas da cidade a ser visitada e preparar a bagagem com os itens necessários para uma estadia agradável.
Carregue papinhas e fraldas apenas para a viagem e deixe para comprar estes itens no destino. Quanto mais leve for sua bagagem, mais fácil será carregar seu bebê. Para facilitar, adquira um canguru/sling, o que pode garantir maior conforto durante as conexões, por exemplo, e até mesmo durante os passeios.

domingo, 31 de maio de 2015

ROTEIROS DE VIAGEM: A IMPORTÂNCIA DA DECUPAGEM

Roteiro de viagem: a importância da decupagem

Ricardo Freire
por Ricardo Freire
hamburgo
Nas duas décadas em que trabalhei em publicidade, tive a chance de criar centenas de comerciais que foram ao ar. Na rotina de produção de um comercial, o momento crucial era o da decupagem, quando o diretor mostrava cena por cena como o roteiro seria realizado. Nesse momento, muito do que a gente tinha criado (e aprovado com o anunciante!) poderia se revelar impossível de produzir. É quando a gente ouvia coisas como: "O texto tá estourando o tempo!" Ou: "Este plano demora o dobro do que vocês estão imaginando!".  Um dos diretores com quem mais trabalhei, o Andrés Bukowinski (descobridor do Garoto Bombril), dizia que um comercial de 30 segundos, para ser fluido, não poderia ter mais do que 17 segundos de locução ou diálogo.
Com roteiros de viagem acontece a mesma coisa. O papel aceita tudo, e a gente tem a tendência de entuchar muito mais coisas (passeios, escalas, atrações, compromissos) do que cabe de maneira aproveitável no tempo que temos disponível. Com os anos de estrada a gente vai aprendendo a ser mais realista, mas até hoje eu me pego planejando mais movimentos do que dá para executar. (Eu pelo menos tenho a desculpa de que estou tentando apurar o máximo de conteúdo para o site; mas no seu caso são férias, que não deveriam ser desperdiçadas com perrengues.)
Por isso é útil trazer para o seu roteiro de viagem o método da decupagem. Imagine seu dia como um filme (é um loooongo documentário!) e passe cena por cena -- sobretudo aquelas chatas, que a gente costuma omitir no planejamento, mas que são indispensáveis para a produção do roteiro.
Por exemplo. Esses dias um leitor, entusiasmado com o roteiro de carro pelo belíssimo Val d'Orcia, na Toscana (um passeio que o post recomenda fazer a partir de Siena), perguntou se não era possível fazer a partir de Roma, alugando um carro para o dia. Aparentemente, dá: Montepulciano, do ladinho do vale, está a 180 km de Roma. O Google Maps calcula em 2 horas de viagem com trânsito bom para sair de Roma.
Mas é preciso fazer a decupagem das cenas que o Google Maps não leva em consideração nesse cálculo. A saber: nesse dia você precisa (1) acordar, (2) tomar café, (3) tomar banho e ir ao banheiro, (4) sair do hotel e ir até a locadora, (5) pegar o carro. Dificilmente você estará com o carro na mão antes das 9h. (Quando fui pegar um carro na Gare du Nord, em Paris, para ir ao Vale do Loire, perdi 45 minutos só no edifício-garagem procurando um carro da Europcar que tinha sido colocado fora da vaga. Pensei que sairia de Paris às 8h30, mas só peguei o anel viário às 10h30.) O mais realista é imaginar que você só chegaria ao primeiro destino do roteiro lá pelas 11h30. É muito trampo para pouco tempo líquido aproveitando. E ao fim do passeio, os 180 km de volta vão ser as duas horas mais intermináveis da viagem, porque você estará cansado, sonhando com um banho. (Já quando você faz um bate-volta de trem, pode usar o tempo de volta para descansar e recuperar as forças, sem a tensão de estar na estrada e não errar as saídas.)
Claro que também dá para alugar o carro na véspera. Mas isso ocasiona outros perrengues: sacrificar duas horas do seu dia de turistagem para ir à locadora, pegar o carro, enfrentar o trânsito de Roma e achar um estacionamento. No dia seguinte, isso significará também um horário-limite para voltar do passeio sem pagar horas extras, que costumam ser caras.
Enfim, uma idéia que parece ser ótima (oba, vou alugar um carro pra passar o dia zanzando por um lugar a duas horas daqui) acaba se revelando um programa extra-puxado.
Vamos decupar outras idéias que ocorrem a inúmeros viajantes:
--> PEGAR TREM NOTURNO
A priori, a idéia é perfeita. Você economiza uma noite de hotel e chega cedo na cidade seguinte para aproveitar mais o dia. A decupagem do roteiro, porém, mostra seus problemas.
Você vai desocupar o quarto do hotel ao meio-dia (vai deixar as malas no hotel ou num guarda-volumes da estação de trem). Precisa escolher uma roupa que sirva para passar o resto do dia na cidade, dormir no trem e passar a manhã na cidade seguinte.
Daí, depois de cumprir seu programa de visitas da tarde e jantar, você chega a estação e precisa embarcar sem banho. Na hora de dormir você percebe que não é tão fácil assim: o trem chacoalha, faz algum barulho, e você não consegue parar de pensar na sua mala, que ficou acomodada no seu compartimento na entrada do vagão, à vista de quem passar.
Quando chega supercedo à próxima cidade, tudo o que você quer é subir ao quarto e tomar um banho. Mas nada garante que o seu quarto esteja disponível. Na pior das hipóteses, você só poderá subir às duas da tarde. Vai ter que ficar até lá com a roupa do dia anterior (será que o tempo estará o mesmo?) ou abrir a mala e trocar num banheiro, sem ter tomado banho. Ao sair para a rua, você vai perceber que a cidade ainda não acordou direito, e que a maioria dos lugares que você quer visitar só abre às 10h. Às duas da tarde, quando em condições normais você estaria cheio de energia turistando, você estará no hotel, desperdiçando um horário nobre para tomar banho (e provavelmente não resistindo a uma sonequinha).
Continua achando que é uma boa?
--> FAZER CONEXÃO ENTRE AVIÃO E TREM
Chegar de avião na Europa e seguir de trem para um destino próximo parece uma idéia redondíssima -- afinal, o trem é o meio de locomoção europeu por excelência.
Decupando, porém, a gente acha os senões. O primeiro deles é que os trens rápidos têm lugar marcado. Você precisa necessariamente ter uma reserva para um horário específico. E daí vem a questão: que horário marcar?
Se você marca o term com um intervalo razoável (digamos, 2h30 a 3h depois do desembarque), o filme do seu deslocamento vai ser estressante. Dias antes de voar você já vai começar a se preocupar com o atraso do vôo. Mesmo que o vôo não atrase, a chegada vai ser tensa. Essa fila da imigração que não anda! Meu Deus, minha bagagem não chega. Qualquer errinho para pegar o transporte entre o aeroporto e a cidade pode significar perder o trem.
E se você marca o trem com um intervalo seguro (digamos, 6h depois do desembarque), o filme do seu deslocamento pode ser tedioso. Se tudo der certo e não houver nenhum contratempo, você vai ganhar um belo chá de banco na estação ferroviária. Vindo de uma longa viagem de avião, a experiência pode ser torturante.
O que fazer, então? Você tem duas alternativas. Se o lugar para onde você ia de trem tiver aeroporto, você deve comprar a passagem aérea até esse destino. Esse costuma ser o caso de Veneza (compre passagem a Veneza, em vez de comprar até Milão e já ir para estação ferroviária), Barcelona (pra que chegar por Madri se você não vai ficar na cidade?) e Berlim (não compre só até Frankfurt se o que você deseja é a capital alemã). A segunda alternativa é dormir uma noite onde você desembarca. Você elimina o stress da conexão e ainda arranja algum prazer para o primeiro dia da viagem, que estaria totalmente perdido no deslocamento. Não faça nenhuma atividade turística convencional (não é o momento de enfrentar filas ou se enfiar em museus): use o fim desse dia só para esticar as pernas, desestressar, comer e beber bem, para seguir viagem no dia seguinte (lá pelas 10h, depois de uma noite bem dormida e um merecido café da manhã).
--> SEGUIR VIAGEM DE MANHÃ CEDINHO
Já escrevi um post sobre isso (aqui). Mas não custa fazer uma decupagem.
No afã de rentabilizarmos melhor nosso tempo em viagem, costumamos escolher o primeiro vôo, o primeiro trem ou o primeiro ônibus do dia. Vai por mim: só faça isso se essa for a única alternativa.
Pegar um vôo às 7h da manhã significa estar no aeroporto às 5h. O que significa sair da cidade às 4h. O que significa ter que marcar um táxi para passar no seu hotel às 4h. O que significa acordar o mais tardar às 3h30. O que significa dormir naquela tensão de "será que eu vou ouvir o despertador? será que eu programei direito? será que o recepcionista vai lembrar de me ligar?". O que significa tentar dormir o mais cedo possível. O que significa não aproveitar a noite anterior como poderia. O que significa passaar uma noite maldormida e cabular o café da manhã do hotel (pelo qual você provavelmente já terá pago).
Evite ao máximo.
--> SAIR DO AEROPORTO ENTRE VÔOS
Também já escrevi um post (aqui). Entre ficar horas mofando no aeroporto para pegar uma conexão, melhor ir para a cidade, não é? Ops: nem sempre.
Decupando o filminho dessa operação, cheguei à conclusão de que, se você tem menos do que 7 horas, o melhor é achar um café e ler um bom livro. O intervalo mais confortável é a partir de 10 horas.
Do intervalo entre os vôos, você precisa abater o tempo na imigração (1h a 2h), o tempo de viagem à cidade (vamos pensar em 1h para ir, 1h para voltar) e a antecedência de reapresentação para passar pelos controles de segurança (1h30). Ou seja: você precisa descontar entre 4h e 5h do seu intervalo total.
Sempre lembrando que o trajeto entre aeroporto e cidade, nas duas direções, é sempre o mais tenso da vida do viajante. E ao sair do aeroporto, você está incluindo mais dois desses trajetos no seu dia.
Outra questão importante é a bagagem de mão: você precisa viajar com uma bolsa que consiga carregar com você para o passeio. Maleta, mesmo de rodinha, estraga qualquer tentativa de turistagem.
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