domingo, 23 de agosto de 2015

Veja que furada... preste atenção nos voos de conexão em suas viagens internacionais.

Cheguei na RÚSSIA hoje cedo, finalmente. Mas antes de postar qualquer coisa sobre Moscow, vai um alerta em forma de relato para todos os viajantes e mochileiros. Emoticon smile
NOTICIAS DE ONTEM!
21/08 - Cheguei no aeroporto de Dublin (IRLANDA) para então dar início a mais essa mochilada, mas infelizmente fui informado pela atendente da companhia aérea que não poderia embarcar. A princípio ela insistia em dizer que brasileiros precisam de visto para entrar na Russia, mas logo foi interrompida pela outra atendente que acabara de telefonar para a central onde a informacao de que brasileiros não precisam de visto, foi lhe passada.
Sempre soube que não precisamos, mas ela insistia em não acreditar nas minhas palavras.
Sorrisos voltaram a aparecer e aquela empolgação inicial voltou, até ser novamente interrompida por uma outra informação, a de que eu teria que fazer uma conexão em uma cidadezinha da MALDOVA. Até aí nenhuma novidade. Sabia disso. Conexão são comuns em voos longos e estava mais do que ciente e tranquilo em relação a isso. ESTAVA!
Mais uma vez, enquanto tentava pesar a minha mochila na esteira ao lado, fui surpreendido por outra atendente que disse em claro e bom som: - Você precisa de visto para entrar na Maldova.
O sorriso no rosto e a tranquilidade haviam desaparecido. Respondi que iria apenas fazer uma conexão em Maldova e que não iria sair do aeroporto. Ela então repetiu com tom mais impaciente. Outro atendente, já com meu passaporte em mãos repetiu inúmeras vezes que eu precisava de um visto para entrar na Maldova. FUCKING Maldova. Nunca odiei tanto um país, como odiei esse, ontem, quando em vão tentava negociar um embarque, ilegal, dizendo que tiraria o visto quando chegasse lá. Só não tentei subornar os funcionários porque sou um mochileiro. Não tenho grana pra isso.
Os funcionários então me disseram que minha única alternativa seria comprar um outro voo e infelizmente abrir mão da grana que investi nessa passagem. Sem razão, tentei mais uma vez em vão ser reembolsado, mas eles insistiam que o erro era meu. Disseram ainda que eu poderia tentar pela internet, através do site da empresa recuperar algum valor, mas que a probabilidade seria minima.
Foi difícil aceitar que esse erro foi meu. Ainda mais por já ter visitado tantos lugares e nunca ter tido problema em aeroportos. Com a cabeça quente e pensando que teria que adiar e mudar os planos dessa tão sonhada mochilada foi complicado não discutir e tentar jogar a culpa para o outro lado. Quando comprei a passagem pesquisei apenas partindo de Dublin com destino a Rússia. Nao prestei atenção e nem me importei com as escalas e fui obviamente tentado pelo valor mais baixo oferecido.
Nunca precisei de VISTO para apenas transitar no aeroporto. Pra falar a verdade, achava que isso nem existia. Maldito TRANSIT VISA e maldita Maldova!
Quando a poeira baixou e a cabeca esfriou, aceitei o fato de que não viajaria mais naquele dia. Consegui então comprar online um outro voo para o dia seguinte, dessa vez direto, sem escalas, de Dublin (IRLANDA) para Moscow (RÚSSIA) por um valor mais baixo do que o outro.
Perdi dinheiro? Perdi. Aprendi uma boa lição? Aprendi. E por isso decidi compartilhar com vocês, para que não passem por esse perrengue, pois sei bem o quanto ralamos para desperdiçar uma grana dessas por bobeira e falta de atenção.
Cheque seus voos, cheque os países em que fara escalas e tenha a certeza de que não precisará do FUCKING transit visa. Caso precise, providencie o quanto antes. O sentimento de ter uma viagem adiada, mesmo que por um dia, é horrível, sem contar na dor que o bolso sente em ter que gastar uma grana boa com outra passagem. Uma grana que você não esperava ter que gastar agora e que com certeza poderá te fazer muita falta enquanto estiver na estrada.
Fica a dica!
Mayke Moraes (1000D)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Albergues na França

http://br.rendezvousenfrance.com/pt-br/informacoes/os-albergues-da-franca



Os albergues da França

Primeira rede europeia de hospedagem na casa do morador, os Albergues da França (Gîtes de France) oferecem uma alternativa real para as habituais ofertas de hospedagem de lazer sem formalidades e padronização.
Uma hospedagem  Gîtes de France é tanto a descoberta quanto o retorno às origens. A isso, somam-se a acolhida, a conversa, uma variedade infinita de sensações e emoções para redescobrir a França, seus habitantes, suas paisagens e suas terras...
Sozinho ou com sua família, com ou sem filhos, para um fim de semana ou uma semana, no mar, nas montanhas ou no campo, você encontrará, sempre, um endereço que convenha. Os albergues da França declinam as férias em mais de 56.000 endereços todos diferentes, todos únicos. Pousadas rurais, quartos e tables d’hôtes, chalés, alojamentos infantis, camping na fazenda, estalagens.
Todos os endereços são regularmente verificados e classificados de acordo com seu grau de conforto, de 1 a 5 espigas. Descubra também as ofertas na web: veja mais de 8.800 Bed & Breakfast ou faça sua reserva em pousada rural.

Amantes da natureza...pensem nos Gîtes Panda

Os "Gîtes Panda" são albergues da França situados, salvo em casos excepcionais, em um parque um parque natural regional, dentre os quais o WWF fornece seu rótulo.
Todos situados em parques nacionais ou regionais, os albergues Panda (pousadas rurais, bed and breakfast, albergues de estada) permitirão que você desfrute das riquezas regionais. Uma malha pedagógica (binóculos, informações sobre a fauna e a flora,...) será colocado à sua disposição.

Amantes de caminhada: os Gîtes de France são oferecidos a menos de 5 km das trilhas de grandes e pequenas caminhadas (GR ® e PR ®).

Informações de reserva
Web site: http://www.gites-de-france.com
Descrição: o albergue rural é um apartamento ou uma casa, com um ou mais quartos, um salão/sala de jantar, kitchenette ou cozinha, além dos sanitários correspondentes. Pode ser alugado por alguns dias, por um fim de semana e mais frequentemente por uma ou mais semanas, particularmente durante o período de férias escolares. Hoje, existem mais de 42.000 albergues rurais. O albergue rural é uma locação independente, semanal (mais frequentemente de sábado a sábado), no fim de semana ou uma estada curta em determinados momentos



sábado, 1 de agosto de 2015

Arrumando as malas, seja prática!!!!!




Are you a frequent flyer? Sometimes overpacking can’t be helped. Flying out of the country, extended vacations, difficult climates, etc. But there are times when having a carry on is so nice and skipping the hassle that is baggage claim is the best! This video from Travel Noire has a packing method that you should check out. All of your stuff will end up wrinkle free and will fit nice and snug.
I think this would work best if your only have to pack and unpack once. When we went to NOLA (New Orleans) in the spring we had split reservations and had to switch hotels in the middle of our stay. It would be a hassle to do this more than once but I’m definitely trying it if my reservations don’t get screwed up!
Her carry on bag is sure nicer and bigger than mine! Where do I fine one of those! I like that the top half has a zippered compartment.

Você é um passageiro frequente? Às vezes, com muitas malas para fazer não conseguimos ser ajudados. Voando para fora do país, férias prolongadas, climas difíceis, etc. Mas há momentos em que ter um jeito especial é tão agradável e pula o aborrecimento que é a retirada de bagagem, é o melhor! Este vídeo de Viagens Noire tem um método de embalagem que você deve verificar para fora. Todo o seu material vai acabar sem rugas e vai caber agradável e confortávelmente.

Eu acho que isso iria funcionar melhor se vc só tem que embalar e desembalar uma vez. Quando fomos para NOLA (Nova Orleans) na primavera tínhamos reservas de divisão e teve que mudar de hotel no meio da nossa estadia. Seria um aborrecimento para fazer isso mais de uma vez, mas eu definitivamente estou tentando não não peder minhas reservas.

Sua bagagem de mão é certo mais bonita e maior do que a minha! Esta é muito prática! Eu gosto que a metade superior tem um compartimento com zíper.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

VIAJAR DEPOIS DOS 60

Colaborou | Ricardo Freire
Todos os dias a caixa de comentários do blog recebe perguntas sobre como viajar para este ou aquele lugar com parentes mais velhos. Às vezes o pedido de dicas é do próprio viajante, que se revela sessentão (ou um mero cinqüentão!) e pergunta se pode ir para o destino x ou y, e quais cuidados extras precisa tomar.
Epa: vamos combinar que limitações físicas ou questões de saúde não são exclusividade dos maduros. Tem muito jovem por aí com problemas na coluna ou no joelho que não deixa de viajar por causa disso.
O que a maioria dos que perguntam (sejam jovens ou mais velhos) não parece atinar é que viajar é uma atividade perfeita para os anos de maturidade. Nos Estados Unidos, as pessoas passam suas décadas mais produtivas tirando férias curtas e juntando dinheiro para poder viajar a valer depois de se aposentar (e isso lá não acontece antes dos 60/65 anos). A indústria do turismo está perfeitamente adaptada para o viajante mais velho. O que são os tours organizados, senão passeios desenhados para que o passageiro visite as atrações com o mínimo esforço possível?
Idade certa para viajar é qualquer idade, e que maravilha poder aproveitar a renda disponível (agora que você não é mais patrocinador dos filhos) ou o tempo livre (agora que você se aposentou) para visitar novos lugares e realizar sonhos de uma vida inteira.
E que ótimo que você, jovenzito, trintão ou quarentão (ou cinqüentão!), está pensando em proporcionar essa experiência para seus pais ou avós.
Saibam que é bem mais fácil do que vocês imaginam. O segredo de uma boa viagem nos anos maduros é simplesmente não incorrer nos erros básicos que a gente insiste em cometer nas nossas primeiras viagens, abusando dos trajetos longos, dos deslocamentos em horários impróprios, das noites maldormidas e do excesso de escalas. Viajar na companhia de parentes mais velhos pode ser uma bênção para sua viagem: ao tomar os cuidados para não cansar a mamãe ou o vovô, você terá finalmente planejado uma viagem redondinha e com o mínimo de stress.
A seguir, listamos 7 dicas para quem está planejando uma viagem para levar seus pais, avós, tios ou amigos mais velhos. São como os bons conselhos que costumávamos escutar deles quando éramos mais jovens. E servem também para você, cinqüentão, sessentão ou setentão, que estava se achando velho demais para viajar por conta própria:

1 | Vá com calma, menino

O corre-corre de um roteiro com muitas trocas de hotel e de cidade é desgastante em qualquer idade. Eleja bases espertas que permitam passeios bate-volta. Assim, não é preciso fazer mala (nem carregar mala, nem despachar mala) para conhecer um novo destino.

2 | Veja lá onde vai dormir

Na maturidade, alguns itens a que não damos muita bola quando somos mais novos se tornam cruciais na escolha de um hotel. Nem todo hotel de Paris ou Amsterdã tem elevador, nem todo hotel de Santiago tem ar-condicionado nos quartos. Se decidir por um bed & breakfast, confira se os banheiros são privativos ou compartilhados. Em redes de hospedagem econômica, pode fazer falta um frigobar no quarto.
Use os filtros dos sites de reserva de hotéis para buscar pelos serviços e comodidades de que precisa. No Booking você consegue selecionar hotéis com instalações para pessoas com mobilidade reduzida, restaurante próprio, quartos que acomodem toda a família ou que tenham cozinha compacta.
Use o TripAdvisor para espiar fotos do quarto tiradas por ex-hóspedes. Banheiros sem box, em que o chuveiro fica dentro da banheira, podem ser uma armadilha e tanto para os mais velhos.
Invista em hotéis bem localizados, perto de centros comerciais, restaurantes e praças. É sempre gostoso poder sair a pé pelos arredores.
Em tempo: pernoitar em trem é desconfortável em qualquer idade.

3 | Não fique até tarde na rua

Na programação do dia, programe o principal passeio como primeira atividade, logo de manhã, aproveitando o pique de energia matinal. Quando deixamos o mais importante para o fim, costumamos chegar cansados e com pouco tempo disponível. Fazendo a atividade mais importante mais cedo, dá até para voltar para descansar no hotel se for necessário.
E quanto às atrações noturnas? Na Broadway, em Las Vegas, ou no West End londrino, shows e musicais muitas vezes são apresentados em matinês nos finais de semana, ou em dois horários em um mesmo dia. Escolher a sessão mais cedo não atrapalha o jantar (esse negócio de jantar depois do espetáculo é um atalho para uma noite maldormida com problemas digestivos).
Para o jantar, sempre vale a pena reservar, para não correr o risco de ficar dando voltas à procura de um restaurante com mesa disponível. Use sites como oOpenTable, ligue para reservar ou peça ajuda na recepção do hotel.

4 | Coma direitinho

A alimentação é um dos principais gastos de uma viagem, e onde muita gente corta despesas sem dó. Mas, se na juventude somos imunes aos efeitos de férias inteiras à base de junk food, com o passar dos anos uma refeição ruim pode causar mal-estar durante dias e dias de viagem.
O seu orçamento só dá para fast food? Pois uma voltinha atenta pelas imediações do hotel costuma revelar supermercados, delis ou padarias que vendem refeições prontas e frescas, e muitas cidades grandes não têm apenas grandes cadeias de fast food barateiras, mas de comida saudável bem em conta também (já ouviu falar da cadeia britânica Pret?).

5 | Não vá se esquecer dos remédios (e do seguro-saúde)

Não saia de casa sem uma farmacinha na bagagem de mão e sem um seguro-saúde contratado. Para a montar a farmacinha, peça a ajuda do médico. É bom levar na bolsa remédios para os males mais comuns -- dor de cabeça, febre, dor de barriga, prisão de ventre, gripe, azia, dor muscular -- e não esquecer daqueles que são usados regularmente.
O seguro-saúde é absolutamente indispensável. A gente não viaja para ter dor de dente ou torcer o pé, mas imprevistos assim podem acontecer em qualquer lugar, e atendimento médico custa uma pequena fortuna no exterior. Prefira seguros que prestem assistência em português, como a Mondial, para que fique mais fácil explicar os sintomas em caso de necessidade.

6 | Nada de dar bola para estranhos

Sobretudo na Europa, há quadrilhas especializadas em aplicar golpes em turistas. São oportunistas que se aproveitam da boa vontade e da atenção alheia para sumir com carteiras e bolsas em um piscar de olhos. Puxam conversa, pedem assinaturas para alguma petição, avisam sobre um suposto anel perdido, e quando a pessoa abordada se dá conta, já é tarde demais.
É preciso ter atenção redobrada em locais muito turísticos e no transporte público, que são os lugares preferidos dos batedores de carteira e malandros bons de papo nesse tipo de ação.
É importante também escolher bolsas que dificultem a ação de espertinhos. Muitas senhoras usam apenas aquele modelo de bolsa que se carrega no ombro. É mais seguro usar uma bolsa transversal, com zíper, e carregar na frente do corpo.
Carteira em bolso de calça também é altamente não-recomendável, e lugar de passaporte é no cofre do hotel. (Para sair com uma identidade, leve seu RG mesmo.)

7 | Não faça apenas as suas vontades

Viagens em família pedem generosidade e paciência de todas as partes. Se você está acostumado a viajar de maneira independente e desempacotada, e agora vai acompanhar seus pais ou avós, pense que organizar um roteiro 100% por conta própria, para eles, pode ser algo completamente novo e desafiador.
Em vez de se conformar a acompanhar a turma nas excursões da "melhor idade", desenhe um roteiro independente que inclua aqui e ali passeios organizados, como os do catálogo da Viator. Um giro pelas padarias de Paris, uma aula de tango numsalão tradicional de Buenos Aires ou um tour pelo Douro com degustação de vinhos são passeios que não sufocam quem não gosta de excursão enquanto também ajudam a organizar o tempo e o roteiro de quem não tem hábito de determinar seu próprio itinerário. Além de serem uma bela oportunidade de se conhecer gente nova, de todas as idades.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Soroche, o mal de altitude: será que é tão mau assim?

Soroche, o mal de altitude: será que é tão mau assim?

Mariana Amaral
por Mariana Amaral
Chá de folhas de coca
| Chá de folhas de coca |
Eu estava em frente à esteira do aeroporto de Cusco esperando a minha mala chegar, quando de repente me dei conta: “Que engraçado... estou respirando!”. Não contem para a minha mãe, mas desde que eu soube que iria viajar a Cusco e Machu Picchu eu fiquei bem preocupada quanto ao mal-estar que poderia sentir pela altitude.
Os principais sintomas do mal de altura (soroche, para os peruanos) são falta de ar, tontura, enjôo e dor de cabeça. Pela experiência do meu grupo e pelos relatos que li, eu concluí duas coisas:
1) sentir-se mal é quase inevitável;
2) com alguns cuidados, você consegue não se sentir tão mal assim.
Minha idéia do soroche era já sair da porta do avião ofegando e me escorando pelas paredes (ok, exagerei um pouco aí). Na verdade, os efeitos são menos drásticos e vêm mais despacito -- devagar o suficiente para você conseguir atravessar o estacionamento do aeroporto e caminhar até as vendinhas do outro lado numa boa. Ali você encontra balinhas de coca para comprar (peça por caramelos de coca).
Vendinha no aeroporto de Cusco
[Vendinha no aeroporto de Cusco]
As balas de coca com mel são gostosinhas e prometem ajudar na oxigenação do sangue.
Desse momento em diante, vá com calma. Chegou no hotel em Cusco, fez o check-in, subiu com as malas e está se sentindo ótimo? Maravilha, mas resista à tentação de já partir para um rolê pelos pontos turísticos da cidade. Vá até a esquina, tome um café, veja o movimento, e espere para turistar no dia seguinte.
Dar um tempo para o seu corpo se acostumar com a altitude é a melhor forma de amenizar o soroche.
O que é o soroche
soroche é o mal-estar que pessoas que moram em cidades mais próximas ao nível do mar sentem em altitudes elevadas. Quanto maior a altitude, mais rarefeito é o ar – e pior nos sentimos. Nossa respiração fica mais rápida e os batimentos cardíacos aumentam enquanto o nosso corpo tenta se habituar às novas condições de clima.
Machu Picchu está a 2400 metros acima do nível do mar. Cusco, 3400 metros acima.
Cusco
[Cusco]
Como amenizar os sintomas
O combate ao mal de altitude começa na definição do roteiro: programe uma passagem sem correria pelas cidades mais altas, reservando o primeiro dia para se aclimatar.
Mascar folhas de coca é uma tradição andina que alivia o mal-estar. As folhas também podem ser usadas para fazer chá; fica bem gostoso. São estimulantes, então melhor não tomar tarde da noite.
Na alimentação, a dica é evitar bebidas alcoólicas, tomar bastante água e comer comidas leves. O chá de muña é digestivo e ajuda a melhorar os enjôos.
Outdoor das Sorojchi Pills
[Propaganda das Sorojchi Pills]
As Sorojchi Pills são no Peru o remédio mais popular para o combate ao mal de altura (bem, pelo menos entre os turistas). A composição é ácido acetilsalicílico, cafeína e salófeno. O que é salófeno o Google não me ajudou a descobrir, mas os demais componentes você pode encontrar em outros remédios no Brasil mesmo. Comprar as Sorojchi Pills não é indispensável, não.
Os hotéis mais bambambãs de Cusco (como o Belmond Hotel Monasterio, oJW Marriott, o Casa Cartagena ou o hotel onde nós ficamos, o Aranwa) dispõem de tubulações especiais que liberam mais oxigênio nos quartos, ou então de máscaras de oxigênio que são emprestadas ou alugadas aos hóspedes.
O que sentimos
No meu grupo de viagem havia pessoas de idades variadas, condições físicas variadas e experimentamos o soroche de diferentes formas. Alguns se sentiram bastante nauseados, outros apenas sentiram a respiração um pouco mais difícil. Interessante notar que a pessoa mais fora de forma não foi quem se sentiu pior, e a pessoa mais velha não teve sintomas mais fortes do que os outros.
Comigo o mal-estar bateu ao chegar no hotel. Me senti zonza, mas durante o check-in tomei um chá e melhorei. Já era noite, e depois do jantar (no próprio hotel) dei só um pulinho na Plaza de Armas (que era bem perto) e voltei para dormir. Acordei no dia seguinte com uma dor de cabeça horrorosa, mas passou com uma CafiAspirina, que levei de casa, e com uma xícara de chá de coca. Durante os passeios da manhã, comi uma ou duas balinhas de coca quando senti a respiração um pouco mais curta, mas nada que pudesse chamar de ofegante.
Bala de coca
[Bala de coca]
Você já viajou para grandes altitudes? Como fez para combater o mal-estar? Conte pra gente!
Mariana viajou a convite da TAM.

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53 comentários

paula
paulaPermalinkResponder
Eu ~acho~ que não tive o tal do soroche. Acho porque antes de embarcar para Cusco já me preveni com os Sorojchi Pills, na chegada tomei o chá e as balinhas. Depois disto, não fui um bom exemplo, portanto não descansei e já sai pra bater perna. E assim segui até o ultimo dia. Não senti nadinha até então e estava super preocupada também. No ultimo dia, relaxei, não tomei mais o chá e nem as balinhas, aí senti um leve mal estar/enjoo. Mas não sei se foi o cansaço de fim de viagem ou algum sintoma do soroche.
PS. Gostei tanto do chá e das balinhas que fiz estoque e trouxe um monte pra casa, hahhaaa. Passei quase um 1 ano depois tomando meu chazinho de coca de vez em quando, ou sempre que sentia um mal estar qualquer, adorei!! grin

Como despachar sua mala de uma estação de trem na Suíça direto para o Brasil

http://www.viajenaviagem.com/2015/07/como-despachar-sua-mala-de-uma-estacao-de-trem-na-suica-direto-para-o-brasil

Natalie Soares
por Natalie Soares
Fly-Rail-Bagage Suíça
Sinalização no aeroporto de Zurique
Tem coisa mais chata do que, depois de um longo voo, precisar fazer a conexão entre o aeroporto e a estação de trem carregando uma mala? Já pensou em só precisar buscar sua bagagem quando chegar no seu destino final? A Suíça possui um prático sistema de integração entre os aviões e os trens para entrega das bagagens que proporciona uma baita comodidade para o viajante.
Em poucas palavras, com o Fly-Rail-Bagage você pode despachar sua mala no balcão de check-in da Swiss no Brasil e retirá-la apenas no seu destino final, caso a conexão seja feita de trem. O contrário também funciona muito bem: é possível despachar sua mala direto na estação central de uma cidade na Suíça e a própria estação providencia a conexão e o envio da sua bagagem direto para o Brasil.
Fly-Rail-Bagage Suíça
Trem chegando no aeroporto de Zurique
Como funciona Fly-Rail-Bagage?
É tudo muito prático. A partir de 24 horas antes da sua partida, você pode despachar sua mala na estação central e enviá-la direto para o Brasil, desde que seu voo passe por Zurique ou Genebra. O mesmo processo é válido a partir do aeroporto no Brasil direto para o seu destino na Suíça.
Usando essa comodidade ao sair do Brasil, sua mala estará disponível no mesmo dia da sua chegada após as 18 horas (em alguns destinos, o horário de entrega é um pouco mais tarde) na estação central da cidade. É nessa estação que também é feito o check-in das malas na volta. O custo desse serviço no Brasil é de CHF 22.
Fly-Rail-Bagage Suíça
tag identificando o Fly-Rail-Bagage no check-in da Swiss em GRU
Eu utilizei esse esquema no trajeto Basiléia – São Paulo e foi mais tranquilo do que imaginava. Dentro da estação central, o balcão para despachar bagagem ficava no subsolo ao lado dos armários e tinha a fachada bem sinalizada. Caso você não consiga encontrá-lo, basta perguntar no quiosque de venda de passagens ou para algum funcionário da estação.
Fly-Rail-Bagage Suíça
Balcão de check-in das malas na estação da Basiléia
Para despachar a mala, a atendente providenciou o check-in do meu voo para o Brasil, já imprimiu o bilhete e etiquetou a bagagem para o destino final. É preciso apresentar o passaporte, o comprovante da passagem aérea e o bilhete de trem ou Swiss Travel Pass. Após o check-in confirmado, é preciso pagar uma taxa de CHF 22 para cada volume e pronto. Malinha, te vejo em São Paulo!
Fly-Rail-Bagage Suíça
Funcionária da SBB fazendo o check-in do voo para o Brasil
Fique atento a um detalhe: só são aceitas bagagens de até 32 kg e objetos volumosos como bicicletas, pranchas de surfe ou esquis não podem ser entregues para check-in do Fly-Rail-Bagage.
Fly-Rail-Bagage Suíça
Procure por essa sinalização na hora de despachar sua mala
Segundo o SAC da Lufthansa, embora as cias áreas agora pertençam ao mesmo grupo, esse serviço ainda não é oferecido na rota Alemanha-Brasil.
Qual horário chegar na estação?
A informação oficial diz que para usufruir dessa comodidade, é preciso despachar a mala antes das 9 horas da manhã, mas descobri, na prática, que esse horário pode variar de acordo com a cidade onde você está e do horário do seu voo. Na Basiléia, por exemplo, eu poderia despachar minha bagagem até as 14:40 tendo em vista que meu voo para o Brasil partiria apenas as 22:40.
O site da concessionária de transporte público da Suíça, a SBB, fornece uma tabela de horários completa com as informações para retirada e check-in das bagagens nas diferentes cidades suíças. Aqui você pode consultar os horários certinhos de acordo com o seu itinerário.
Fly-Rail-Bagage Suíça
O Fly-Rail-Baggage é um sistema seguro e eficaz que proporciona a facilidade de poder aproveitar o último ou primeiro dia da viagem sem se preocupar em transportar seu volume extra. Eu, por exemplo, consegui aproveitar o dia na Basiléia, seguir até o Vitra Museum, na cidade Weil am Rhein na Alemanha, para, só então, seguir para Zurique de trem sem ter que me preocupar em subir / descer escadas carregando uma mala.
O Ricardo Freire também testou o serviço semelhante que garante o transporte da sua bagagem entre uma estação de trem e outra.
Natalie viajou a convite de Switzerland Tourism e Atout France.

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domingo, 26 de julho de 2015

Nem tudo fica aberto aos domingos em PARIS

Alguns leitores pediram – imploraram praticamente – uma lista de bons lugares para comer aos domingos em Paris. Quem vem à cidade e se limita aos pontos turísticos talvez não perceba a dificuldade que existe para encontrar bons lugares abertos aos domingos. Mas o fato é que é difícil sim, e muito. Via de regra, as opções estão nos bairros onde o comércio tem permissão para abrir e, por isso, são regiões mais agitadas como Marais, Canal Saint-Martin, Montmartre e Champs-Elysées.
Na lista abaixo você encontrará endereços em alguns desses bairros mencionados – exceto Champs-Elysées, não há nada que valha à pena por lá –  e outros, espalhados pela cidade. Resumindo: se vai passar o domingo em Paris, espie esta lista antes de sair de casa.
Rue Keller 1_dicas de Paris
NO MARAIS
Miznon – agitado bar/restaurante/lanchonete para comer kebab e tomar cerveja. 22, Rue des Ecouffes – 75004; seg/qui. 12h/0h; sex. 12h/15h; dom. 12h/0h; fechado aos sábados; metrô Saint-Paul/linha 1.
Gyoza Bar – é um lugar delicioso que, no cardápio, só tem gyozas, aquela espécie de pastelzinho japonês, feito com massa de arroz bem fininha.38, rue Santonge – 75003; seg/sex. 11h30/14h30 e 18h30/23h; sáb. 11h30/23h e dom. 11h30/17h; metrô Filles du Calvaire/linha 8.
L’Alimentari – um italiano pequenininho no tamanho e enorme na qualidade, em pleno coração do Marais. 6, Rue des Écouffes – 75004 – ter/sáb. 12h/15h e 19h/23h e dom. 12h/15h; metrô Saint-Paul/linha 1.
Swartz Deli – na lanchonete com estilo NYC e especialista em produtos judaicos, o cheeseburguer, enorme, leva queijo cheddar e vem acompanhado de pepino e salada coleslaw. Fritas são perfeitas e cheese cake dos deuses. 16, Rue des Ecouffes, seg/sex 12/15h e 19h30/23h; sáb 12/17h e 19/23h30 e dom 12/17h e 19/23h; metrô Saint Paul/linha 1.
Marché des Enfants Rouges – localizado no Haut Marais, é um mercado que tem uma série de opções de comida como, por exemplo, italiana, árabe, hamburguer, cuzcuz marroquino.  39, Rue Bretagne; ter/qui. 9h/14h e 16h/20h, sex e sáb. 9h/20h e dom. 8h30h/15h (atenção: horários são variáveis de uma barraca para outra e conforme o clima também; mas vale a tentativa); metrô Filles du Calvaire/linha 8.
Café Charlot – Esse café é uma delícia, especialmente se conseguir uma mesa na calçada para ver o movimento! Tem cardápio bastante variado, além de opções de pratos do dia. E o melhor: abre o dia inteirinho! 38, Rue Bretagne; seg/dom. 7h/2h; metrô metrô Filles du Calvaire/linha 8.
SAINT GERMAIN E QUARTIER LATIN
Le Chardenoux-des-prés – bistrô delicioso cujo cardápio leva a assinatura de Cyril Lignac. 27, rue du Dragon – 75006; seg/dom 12h/14h30 e 19h/23h; metrô Saint-Sulpice/linha 4.
Le Comptoir – um dos bistrôs mais conhecidos da cidade, é preciso paciência para conseguir uma mesa… mas abre aos domingos! 9, Rue Carrefour de l’Odeon , seg/dom. 11h/23h (jantar mediante reservas); metrô Odeon/linhas 4 e 10.
Loulou – saladas, sanduíches, hambúrgueres, tartares… de tudo um pouco. 90, Boulevard Saint-Germain; seg/dom. 8h/23h; metrô Saint-Michel/linha 4 ou Cluny La Sorbonne/linha 10.
OPÉRA
Rue Sainte-Anne – esta rua é um concentrado de restaurantes asiáticos. Vários deles ficam abertos e o nosso preferido é o Kunitoraya. Confira outros endereços neste post.
ALIGRE (perto da Bastille)
Les Provinces – especialista em carnes, que é um misto de açougue e restaurante. 20, rue d’Aligre – 75012; ter/dom. 12h/14h30 (restaurante); aproximadamente 25/30 euros por pessoa; metrô Ledru Rolin/linha 8.
Le Charolais – outro bistrô simpático na descolada região de Aligre. 15, rue de Cotte – 75012; tel. + 33 1 43 45 14 72; seg/dom. 12h/23h; metrô Ledru-Rolin/linha 8.
Le Square Trousseau – localizada em frente à praça de mesmo nome, essa Brasserie vive cheia, não fecha quase nunca e tem pratos para todos os gostos. Ali ninguém passa fome, já que os pratos são super bem servidos. Destaque para o tartare – e as fritas mega crocantes, a massa com frutos-do-mar e a mousse de chocolate. 1, rue Antoine Vollon – 75012; seg/dom. 8h/2h.
Pause Café – localizado bem na esquina da Rue Keller com a Rue Charonne, ele vive lotado, especialmente porque tem um terraço delicioso e ensolarado quando o tempo ajuda. Serve pratos durante o dia todo e tem brunch aos domingos (18 euros). É um dos principais pontos de encontro de moradores, comerciantes e frequentadores desse simpático e super descolado canto do 11e arrondissement. 41, rue de Charonne; ter/sáb. 8h/2h e dom. 9h/20h.
Centreville – fica bem em frente ao Pause Café e também tem um terração, tão disputado quanto o outro. No cardápio, porém, há opções mais elaboradas. Serve brunch aos domingos (15 euros). O público é exatamente o mesmo! 43, rue de Charonne; ter/sáb. 8h/2h e dom. 9h/20h.
CANAL SAINT-MARTIN
Le Petit Cambodge – um pouco mais afastado do canal e bem próximo ao Hospital Saint-Louis, este restaurante canbodjano não fecha nunca, é barato e a comida é uma delícia. Dica: Bobun com legumes e camarões (espécie de salada de macarrão fininho, com tempero azedinho, acompanhado de carmarão e legumes). 20, rue Alibert; seg/dom. 12h/23h; metrô Goncourt/linha 11.
Hôtel du Nord – com ótima comida, cardápio diversificado e ambiente super agradável, esse restaurante também é legal para um simples aperitivo na calçada, se você conseguir uma das poucas e disputadas mesas ao sol, lógico! No jantar, o ambiente à luz de velas é super aconchegante.  Dica: mil folhas de atum selado. 102, Quai de Jemmapes; seg/dom.  12/15h e 20/24h (restaurante) e 9h/1h30 (café); metrô Goncourt/linha 11.
BRUNCHS
Uma saída para os domingos são os brunchs, que a cada dia mais se tornam parte da vida dos parisienses.